quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

PEQUENAS HISTÓRIAS DE ATLÂNTICA : "A GERAÇÃO DO SANGUE" (primeira parte)






     Eles não sabiam ao certo onde moravam. Uns diziam que aquele sítio era de Pernambuco, outros que o lugar já pertencia a Alagoas.  Mas não sabiam direito o que era, onde viviam, alguém chegou a falar até em Dom Pedro Segundo, divisão de terras do Império, uma história de propriedades de famílias antigas, e que tinha uns senhores ali pela vizinhança com maior quantidade de terra do que eles procurando ser donos de mais terras.  Até gente que matava e morria por causa disso. 

     O pai e a mãe de José Genésio não conheciam direito os seus próprios nomes e o filho ainda não era registrado.  Viviam naquele pedaço de terra do jeito que dava para viver.  Uma vez por mês, o pai de José Genésio, montado em um burro com dois caçuás cheios de frutas, macaxeira, inhame, batata-doce, fruta-pão, ia para a feirinha do Engenho Bom Destino.  Às vezes levava também algumas galinhas, com os pés amarrados em embiras e presas por um trançado por trás da sela do animal.  No domingo de Bom Destino ele trocava as galinhas no barracão por algumas mercadorias; e, vendia o que levava nos caçuás, no largo pátio à frente do barracão; também aproveitava para trocar com outros feirantes o resultado do que plantava no seu sítio...  O barracão de seo Neco, com o largo pátio onde ocorria a feirinha do Engenho, ficava à margem da estrada de terra que se estirava em léguas até um lugar que chamavam de cidade : era Trombetas.  Ouvia falar, às vezes até pronunciava o nome, mas nunca tinha visto Trombetas. 


    
     José Genésio e o pai voltavam do riacho com alguns peixes e correram logo ao encontro da cachorra que ia chegando na frente da casa com uma caça presa nos dentes.  José Genésio pensou que era uma cachorrinha nascida no mato.  Quando o seu pai pegou o animalzinho dos dentes da cachorra, eles tiveram uma surpresa, um quase susto.  Era uma menininha, o corpinho nu sujo de terra e sangue, se debatendo nas mãos do pai de José Genésio como quem não conseguia respirar.  Ele limpou logo a menininha com a camisa rala que usava e gritou para que a mulher saísse de casa, recebesse a menininha e cuidasse dela.  A mãe quase viu a mesma cena do nascimento de José Genésio, ali no sítio, à beira do riacho, quando ela pariu o menino de cócoras, cortou o cordão umbelical com os próprios dentes e chamou o pai dele. 
     Assim que pôde chorar a menininha chorou.  Mas o leite providencial das duas cabras que criavam para o sustento deles e de José Genésio, já fervido e esfriado na beira do fogão, fez a menininha dormir bem e só acordar no começo da noite para beber mais o seu leite. 
     José Genésio, com os seus 5 anos de idade, ajudava a mãe, em casa, a cuidar da menininha, com pequenos serviços. A menininha cresceu forte, saudável, e ficou quase do tamanho de José Genésio. 

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Primeira parte do conto "A Geração do Sangue",
 do livro inédito PEQUENAS HISTÓRIAS DE ATLÂNTICA,
de Juareiz Correya.


 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

A HORA DA VIDA





O MUNDO NUNCA SE ACABA PARA QUEM AMA
E JAMAIS PARA QUEM ANDA 
COM O CORAÇÃO NAS MÃOS 
PARA DOAR AO CORAÇÃO AMADO.
 
 
TODAS AS CIVILIZAÇÕES PROFECIAS
FADOS FATALIDADES DESGRAÇAS TRAGÉDIAS 
SÃO DESMENTIDAS AO AMANHECER DO DIA 
DO ENCONTRO AMOROSO 
DE CADA HOMEM COM A SUA MULHER.
 
 
E O QUE SERIA A HORA DE LAMENTAR E MORRER 
É A HORA DA VIDA MAIS VIVA RENASCER. 
 
 
 
JUAREIZ CORREYA
(Recife, 21 / dezembro / 2012)
 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

NA ESTRADA, DEPOIS DO PRIMEIRO LIVRO PUBLICADO





     Programei, com a diretora e amiga Jessiva Sabino de Oliveira, um lançamento, do meu primeiro livro publicado, na Biblioteca Pública Fenelon Barreto, de Palmares, minha cidade natal, bem nos moldes de lançamento de livro em uma cidade do interior : convite impresso e coquetel (da Prefeitura), discursos de personalidades locais...   Isto aconteceu no início do ano de 1972, me mandei da cidade algumas semanas depois, de volta a São Paulo, e, da capital paulista, logo em seguida, ainda desempregado, resolvi cair na estrada em uma viagem sem destino.  A viagem durou quase 40 dias, feita a pé, de carona, de trem, de ônibus, na longa e sinuosa estrada BR-101 e seus caminhos pelo Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia... A experiência, que foi humanamente enriquecedora, está sendo narrada em uma novela autobiográfica que reescrevo atualmente (perdi a primeira versão datilografada) com o título A LONGA E SINUOSA ESTRADA ( Sim, é isto : o título é inspirado em uma canção dos Beatles)

     Então, ainda no final de 1972, cheguei novamente a Palmares, concluindo essa viagem que eu pensava sem destino.  E passei os meses iniciais de 1973, na cidade, como uma figura meio marginalizada, meio "hippie", e até sendo considerado por uma linguinhas maldosas, por causa do meu jeito despojado, de cabelos e barba grandes, sem cuidado, do meu isolamento e distanciamento de todos, considerado e tratado como "doido".  (Isto me inspirou, anos depois, o título do meu cordel urbano "Um doido e a maldição da lucidez"...)  E eu estava, na verdade, me descobrindo como jamais imaginaria, escrevendo poemas livres e soltos, de linguagem sem rebuscamento, nua e crua, cada vez mais consciente do que fazia e dedicado, de corpo e alma, à Poesia. 


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

ROBERTO MENEZES : "POETAS DOS PALMARES" EM VÍDEO (NE-TV)






     Sobre a reportagem em vídeo, exibida há alguns anos pela Rede Globo Nordeste, realizada pelo jornalista pernambucano Francisco José, com relevo para a terceira edição da antologia POETAS DOS PALMARES, publicação da Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho / Prefeitura dos Palmares, em 2002, recebi  do jornalista e escritor Roberto Menezes (Cabo de Santo Agostinho, PE) esta mensagem, opinião respeitável que compartilho com os amigos e amigas deste blog :

     "Que belo trabalho, o seu, poeta...  Deu para sentir a força dessa poesia e o importante trabalho que você sempre desenvolveu para que surjam novos poetas pernambucanos. Principalmente em lugares esquecidos, chamados de interior.  É com grande alegria que te vejo de novo como meu amigo, agora virtual.  Receba o meu abraço e admiração por tudo que você é e faz.  Do amigo de tantos anos, de livros sete e mustangs..." - ROBERTO MENEZES.  

   O vídeo-reportagem do jornal NE-TV, da Rede Globo Nordeste, sobre a antologia POETAS DOS PALMARES,  pode ser acessado neste canal do YouTube :
   http://www.youtube.com/user/juacorreya


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

MEU PRIMEIRO LIVRO PUBLICADO : sem título (sem capa), anti-discursivo, hermético, experimental (2)






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      Os poemas foram escritos nas cidades paulistas  de  São Paulo (a "Sampa" de campos & espaços de Caetano Veloso) e de Santo André da Borba do Campo.  Eu tinha 19/20 anos, e o meu primeiro livro, em sacrificada edição do autor, com tiragem de 1.000 exemplares, foi pago do meu bolso com algumas economias na revisão do jornal  e publicação de uma coluna de arte no Diário do Grande ABC, de Santo André,  região metropolitana de São Paulo, onde eu morava e trabalhava. 

     Além do seu modelito neoconcreto, o livro tinha ainda outro elemento radical : as palavras não eram acentuadas  (e vejo hoje que isso, evocando um pouco a ortografia de Monteiro Lobato, era mais rico do que a tal da mal-sucedida e besta Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa, que vai morrer neste ano de 2012 !)

     Não me lembro bem como a tiragem de 1.000 exemplares desse meu livro foi distribuída e vendida  em minhas andanças por escolas de São Paulo, Santo André, São Caetano do Sul e de algumas cidades do Interior de Pernambuco (quando voltei a Palmares em 1972).  E ainda tive a sorte de encontrar bons leitores para esse "produto estranho" :
jornalistas conhecidos do Diário do Grande ABC, como Dirceu Pio (publicou uma reportagem sobre o livro  no Diário do Grande ABC),  Fausto Polesi, Mário Polesi, Manoel Onofre, Hildebrando Pafundi, alunos da Fundação das Artes de São Caetano do Sul ;   um pessoal da UBE-São Paulo, como Fernando Coelho, Dalila Teles Veras e Antonio Possidônio Sampaio, que me acolheu em algumas reuniões; os paulistanos  Ramão Gomes Portão, Luiz Antonio Neto, o Luizão, da Folha de São Paulo, Renzo Mazzone, meu primeiro editor, Roberto Fontes Gomes, do jornal A Gazeta, que divulgou alguns poemas do livro na sua página literária, Álvaro Alves de Faria, que publicou notícia em suplemento do Diário de São Paulo; e, em Palmares,  Jessiva Sabino de Oliveira, diretora da Biblioteca Municipal Fenelon Barreto, Eliseu Pereira de Melo, vice-prefeito na época, Afonso Paulo Lins, chefe de gabinete do prefeito Milton D'Emery; e, no Recife, o pintor e poeta Montez Magno que, posteriormente, num escrito sobre o "Americanto" que ele me presenteou,  enfatizou  que a  miinha poesia tinha começado por onde a de muita gente termina...; e a publicação de uma reportagem,  ocupando meia página do Jornal do Commercio,  de autoria do jornalista e escritor Héber Fonseca. 

     Mas o papel mais radical mesmo eu tive de assumir quando passei a divulgar o meu discurso nordestino/brasileiro urbano, meu brasilês (e não português!), e mandei hermetismos e experimentações à merda ! Era a hora do "Americanto Amar América" e dos versos do folheto, da minha literatura em cordel, "Um doido e a maldição da lucidez."   (JUAREIZ CORREYA )





 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

MEU PRIMEIRO LIVRO PUBLICADO : ´sem título (sem capa), anti-discursivo, hermético, experimental







       "Não incluí, nesta reunião, os 40 poemas do meu primeiro livro de poesia, sem título, publicado em São Paulo no ano de 1971 (...)  O meu livro de estréia está ausente porque o considero, hoje, pelo seu hermetismo experimental, bastante distanciado do que acredito ser a poesia que escrevo... (transcrito da apresentação do meu livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20, Panamerica Nordestal, Recife,. PE, 2010)

     São exatos 39  anos de distância, do primeiro para o livro mais recente citado (não o último!) e que registra, por coincidência, 40 anos da minha poesia publicada.  Distância mais claramente distinta não pode existir na vida de um autor : o meu nome (juarez b. correia) em letras pretas, minúsculas, impresso sobre um branco omo total na capa; o AMERICANTO tem capa com desenhos, nome e título em branco vazado sobre um belo vermelho-vinho com leve e quase imperceptível mancha azul, criada por João Guarani, meu segundo filho. 

     Meu primeiro livro foi composto em linotipo e impresso nas oficinas gráficas da Editora Cupolo (Rua Lopes de Oliveira, 303-315, Centro, São Paulo, SP), volume de 66 páginas, formato tradicional, contendo 40 poemas (dos quais 9 são refeitos/restruturados como se fossem outros textos...)  O primeiro poema do livro tem este título  - Dos Objetos Reunidos na Sala  :

imersos ana luz
Cobrindo seus contornos 
Instauram sua mudez
Cotidiana 

Nos rostos quietos 
O silencio gera 
Todas as coisas 
possiveis   


     E este é o título do poema que encerra o volume -  Vermelho Composição :

muralha movel 
magica 

(a muralha) musculos 
atravessados 
como face 


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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

MAIS CHUVA DE DEUS PRO SERTÃO





Deus, Pai Amigo Irmão
Escute mais a poesia e as canções rezadas 
Do povo da gente de fértil fé 
Dos poetas e artistas, de Lampião a Gonzagão :


FAÇA CHOVER NA CIDADE
E MANDE MAIS CHUVA PRO SERTÃO !



Juareiz Correya

(Santo Amaro, Recife  /
 em chuvoso 9 de novembro / 2012)

sábado, 13 de outubro de 2012

AMERICANTO AMAR AMÉRICA : um poema novo com 40 anos







     Escrito no ano de 1972, na cidade de São Paulo (SP), onde eu vivia com os meus 21 anos de idade, o poema Americanto Amar América, intitulado originalmente "Tributo à geração beat", completa seus 40 anos de criação neste ano de 2012 e estará, em breve, na Internet, novinho em página virtual de ebook a ser lançado pela Panamerica Nordestal Editora, do Recife, em coedição com a Emooby Pubooteca, de Portugal.  Novinho em folha como se diria antigamente.  Impresso em papel, o poema já circulou na edição de um livreto (1975), de um livro (1982), de um álbum e em quadrinhos (1993) e de um outro livro mais recente com a minha poesia publicada reunida :  AMERICANTO AMAR AMÉRICA E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20 (Panamerica Nordestal Editora, Recife, PE, 2010). 

     Agora, com os seus 40 anos completos, o poema Americanto Amar América será lançado (ebook)  em 3 Dimensões : texto original (português, de Juareiz Correya), tradução (em espanhol, do poeta e professor mexicano Alberto Vivar Flores) e desenho (quadrinhos do artista plástico pernambucano Roberto Portella). 

     O poema se sustenta e está resistindo ao tempo, como afirmou, há poucos dias, por email, o jornalista e escritor Geneton Moraes Neto.  Entusiasmado com a sua publicação desde os anos 70  do século passado, o poeta, jornalista e crítico de arte Paulo Azevedo Chaves afirmou, com a publicação do poema quadrinizado e editado no Recife pela Edições Bagaço / Nordestal Editora em 1993 : "Americanto Amar América, de Juareiz Correya, foi quadrinizado na década passada, por Roberto Portella. O resultado dessa parceria é uma publicação inédita na história editorial brasileira."  E o tradutor Alberto Vivar Flores, no texto inédito "Juareiz Correya - el poeta Americanto", afirma, didaticamente  :  "Finalmente, lo considero, en cuanto tal en su totalidad, un panel utópico, rebelde y mestizo como es la realidad americana. Es a esa América mestiza, utópica y  rebelde, sobretodo, creo yo, que Juareiz Correya, el poeta Americanto, le dedicó su aliento y su entusiasmo, escribiéndole y descobriéndole en los versos más amados de su obra poética."
(Juareiz Correya)

sábado, 29 de setembro de 2012

A BIOGRAFIA DE DEUS - Histórias do povo de Palmares





     O universo ficcional de Palmares, terra dos poetas, centro cultural da região Mata Sul de Pernambuco,  não se esgota com as incontáveis e eternas histórias de Hermilo Borba Filho  narradas nos seus romances, contos e novelas. Nem com os contos publicados por Jayme Griz, os romances e novelas de Luiz Berto,  as narrativas de Vilmar Carvalho, Graça Lins,  ou nos textos inéditos de Arthur Griz, Afonso Paulins, Valter Pedrosa, Ângelo Meyer, Luís Braga Neto, Paulo Profeta, Virgínia Celleste,  e outros, da velha geração, da nova e da novíssima geração de prosadores palmarenses. Não se esgotará, esse rico universo, também, com a minha pequena contribuição, inédita desde os anos 70 do século passado e que planejo  publicar, em ebook, em breve, pela Panamerica Nordestal Editora. Trata-se da minha trilogia de contos, que está praticamente concluída : A BIOGRAFIA DE DEUS - Histórias do povo de Palmares, PEQUENAS HISTÓRIAS AMOROSAS (Contos Autobiográficos) e  PEQUENAS HISTÓRIAS DE ATLÂNTICA.

     Em A BIOGRAFIA DE DEUS - Histórias do povo de Palmares, estão reunidas quase duas dezenas de contos sobre figuras que tive a sorte de conhecer, de perto, de longe, de ouvir dizer, e que animaram a minha imaginação. São estas as histórias :  "O grande dia de Pequeno", "O maior poeta e artista de Palmares", "Tenente, o herói inédito ou Todo homem é um palhaço", "A mulher de quatro pés contra o homem de três pernas" , "Sérgio Xemenexém", "A Justa Crucificação de J.C.", "A história desconhecida de Urso Branco", "Joana Dona", "Roberto Carlos, pintor, crente, bêbado, oferece a mulher pelo pão da noite", "Do reles ao mito", "Biu do Tacho, o comunista de Arraes e de Jango", "Zeca Alho", "O homem que comeu Tarzan na zona de Palmares", "Guiomar Peito de Moça", "Zecazé", "Telmosofia", "A primeira vítima da Aids",  "O puto", "Motes & Mortes". 

 

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

60, 61... TODOS OS SETEMBROS (2)






     Em setembro do ano passado publiquei o meu segundo ebook - 60 SETEMBROS (edição em formato pdf) -, reunindo poemas de 2011 e naturalmente saudando/ homenageando, do meu jeito, os meus 60 anos de idade. Publiquei esse ebook unicamente para presentear (gosto mais de presentear do que ser presenteado) porque o meu primeiro ebook - CORAÇÃO PORTÁTIL (edição em formato Epub) -, publicado pela Emooby Pubooteca, de Portugal, em 2010, só circula à venda nas livrarias virtuais portuguesas, espanholas e brasileiras  onde está distribuído.  Não o tenho à mão como  arquivo disponível e acessível para presentear.  A publicação do ebook 60 SETEMBROS, produzido pela nossa Panamerica Nordestal Editora - http://www.panamerica.net.br -, em um formato mais simplificado, me permitiu/permite que viabilize a sua distribuição de forma comercial e também promocional (o que preferi para essa edição).

     Agora, neste setembro dos meus 61 anos de idade, tenho projetos a realizar mas não disponho ainda de nenhum ebook publicado... como pensa  Djane, a mãe da minha filha Mariama, com o seu jeito crítico bem paraibano, que é este o meu objetivo a cada ano (de outro modo, "não é o mês do aniversário dele"...)  E, para não fugir desse mote, acho que tenho algo ainda melhor com que me comprometer : por isto, prometo que, ainda neste ano de 2012, teremos a alegria de lançar/inaugurar  a loja virtual da nossa Panamerica Nordestal Editora. Então os nossos possíveis leitores internautas terão acesso maior e bem melhor do que apenas a um ebook de minha autoria : serão centenas de autores/títulos de ebooks da literatura brasileira, portuguesa e espanhola em um link e a um click.

     E, no tocante ao mágico e nunca suficientemente decantado SETEMBRO, tenho ainda o que publicar, com o tempo, por força da vida que Deus me dá, mais 70, 80, 90... UM SÉCULO DE SETEMBROS, TODOS OS SETEMBROS !
(Juareiz Correya)  

 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

60, 61... TODOS OS SETEMBROS





      Quero mesmo, hoje, de coração, agradecer com abraço maior do que Palmares, Recife, Pernambuco... a estes amigos e amigas internautas que, sobretudo no Facebook (http://www.facebook.com/JuareizCorreya), me enviaram mensagens de felicitações, feliz aniversário, essas comunicações que não são nada demais na vida de todo mundo mas que são particularmente notáveis - especialmente em UM DIA - em cada coração humano :

    Fernando Pinrra (MG),  Meimei Correia (MG), Danielle Romani (PE), Márcia Herculano Sales (PE),  José Terra Correia (PE), João Guarani (PE), Samuel Pimenta (Portugal), Talis Andrade (PE),  Esperidião Neto (PE), Lucivânio Recife (PE), Palmério Júlio (PE), Virgínia Barbosa Leal Crisóstomo (PE), Zé Luiz Vereador (PE), Serginho Raízes Palmares (PE), Jerônimo Netto (AL), Ivan Morais (PE), Lea Tereza (SP), Luiz Alberto Machado (AL), Genésio Cavalcanti (PE), Maria Laura Guerra Carvalho (PE), Susana Mesquita (Portugal), Wellis Sales (PE), Marcos Cordeiro (PE), Delasnieve Daspet (PE), Valter Rosa Borges (PE), Erivam Felix Vieira (PE), Carla Diacov (SP), Silvia Albuquerque (PE), Gigi Pedroza (PE), Ana Clara Maia (PB), Arlindo Soares (PE), Lucila Nogueira (PE), Rosa Bezerra (PE), Lilla Araújo (PB), Silvio Malinconico (PE), Clara Angélica (PE), Jonas Silva (PE), Márcia Maracajá (PE), Larissa Leandro Marques (PE), Eliza Mota (PE), Gerson Flávio (PE), Débora Sales (PE), Inês Orion (PE), César dos Anjos (PE), Lourdes Cabral (PE), Hildebrando Pafundi (PE), Josilene Cavalcanti Duquinha (PE), Iolanda Silva (Portugal), Fátima Bunselmeyer (PB), Suzana Wanderley de Vasconcelos  (PE), Gleide Oliveira (PE), Raimundo de Moraes (PE), Zeh Rocha (PE), Monica Siqueira (PE), Anco Márcio Tenório (PE), José Ramos Sobrinho (PE), Nely Soares (PE), Norma Braga de Melo (PE), Luiz Roberto Guedes (SP), Roseane Valle (PE), Lilia Gomes (Portugal), Júlia Lemos (PE), José Joaquim (PE), Clóvis Campelo (PE), Dery Nascimento (SP), Jaudiano Click (PE), Neydinha Deodato (PE), Luciano Azevedo (PE), José Maria Almeida Marques (PE), Valdevino Pereira Neto (PE), Carlos Canhotto (PE), Cristina Presbitero (PE), Romildo G. Pinto  (DF), Faruka Pessoa (PE), Alexandre Furtado (PE), Maya Correia (PE), Eduardo José Nascimento (PE), Jefferson Linconn (PE), Pedro Portugal (PE), Francisco Mesquita (PE),  Mih Correia,  Elias Zocolli (SP), Alba Turque (PE), Moises Neto (PE), Fernando Antonio Gonçalves (PE), Edileuza Maria (PE), Eduardo Côrtes (PE), Claudete Richieri (SP), Carla Wilges (Itália), Rivaldo Paiva (PE), Jurandir Junior (PE), Marquinhos Cabral (PE), Igor Westhphalen (PE), Arthur B. Correia (PE), Vivian Zelda (PE), Amélia Campello (PE), Iracilda Vaz Gomes Bastos (PE), Annamarya Gomes, (PE), Jader Cavalcanti de Albuquerque Filho (PE), Igor Rafailov (PE), Themostenes Pereiral (PE), Ceiça Lima (AL), Majela Colares  (PE), Jamilton Correia (PE), Izabel Barbosa (PE),  Ozi dos Palmares (SP).
 

sábado, 15 de setembro de 2012

PÁGINAS QUE NÃO LIMPAM RABOS






O que escrevo e publico nos blogs 
Da Internet da minha vida 
Me realiza e me pacifica 
Como o sol de cada dia,
Me disse o poeta J.C.,
revelando sua ironia 
Sobre o destino da poesia 
Que escreve hoje :
"O certo é que ninguém
Pode desprezar essas páginas 
Como as dos livros impressos
Vagando em prateleiras enferrujadas 
De salas de bibliotecas vazias 
E os versos nunca servirão 
Em folhas de jornais e revistas 
Para limpar cus sujos 
Na falta de papel higiênico."




(Recife, 15/setembro/2012)

domingo, 2 de setembro de 2012

A FICÇÃO DE HERMILO, EM TRADUÇÃO INÉDITA, NOS ESTADOS UNIDOS





Prezado Afonso Paulins :


Sei que você anda bastante atarefado e ainda tem de publicar - em grande estilo - os seus contos, poemas, talvez romances inéditos aí nos Estados Unidos.  Aqui no Brasil, na medida do possível, se lhe interessar, vamos editá-lo em ebooks da nossa Panamerica Nordestal, a partir de 2013.

Mas eu quero mesmo é te motivar para uma tarefa nova e não menos importante (talvez até gigantesca).  Inédita, com certeza, será. Trata-se, meu amigo, da primeira tradução da ficção de Hermilo Borba Filho aí nos Estados Unidos.  Se você topar, existe até  projeto de financiamento na Fundação Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro).  E aí terá realizado um grande feito cultural, divulgando, pela primeira vez, nos Estados Unidos, a ficção corajosa de Hermilo Borba Filho (um gêmeo tropical de Henry Miller, como você bem sabe).  E você, que conhece a nossa literatura, a de Hermilo, e a dos Estados Unidos como ninguém, pode muito bem ser o primeiro tradutor de Hermilo para o inglês. (A ficção dele já foi traduzida para o francês e para o espanhol)

É com você. Cuide bem da eternidade de Hermilo na América Inglesa. Na nossa e "nuestra" América vamos fazendo o que nos cabe com engenho & arte (olha a Mata Sul de Pernambuco aí !)

Abraço fraterno 

Juareiz Correya 
http://www.panamerica.net.br
jcpanamerica21@gmail.com


(Email enviado no dia 30/agosto/2012)

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AFONSO PAULINS (Afonso Paulo Lins) nasceu no Recife (PE).
Estudou e ensinou em colégios de Palmares, onde viveu desde a infância
e constituiu família. É poeta e contista. Textos publicados na antologia 
POETAS DOS PALMARES (1973/1987/2002).  Vive, há alguns anos,
na cidade de Nova Iorque (Estados Unidos).  Rede social :
http://www.facebook.com/afonso.p.lins



 

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

CORAÇÃO PORTÁTIL : "Sonhos"





"O que você deseja ver nos seus sonhos ?"
                               (LÚCIA MENEZES)



     Minha amiga ficou curiosa quando escrevi num email : "gosto de sonhar / porque eu vejo" (Um cego, de Olinda). Ela me enviou logo a pergunta em epígrafe.  A resposta exige o exercício da lembrança sobre a gênese de um poemeto intitulado "Sonhos", publicado no meu ebook CORAÇÃO PORTÁTIL (Emooby Pubooteca, Portugal, 2010). 

     Eu morava no Jardim Atlântico, bairro de Olinda, e sempre que estava no Recife ia até o ponto do ônibus Casa Caiada, na Dantas Barreto, centro da cidade, para voltar para casa. Certo final de tarde a conversa de uma mulher, na fila do ônibus, à minha frente, me chamou a atenção : ela falou qualquer coisa com outra pessoa sobre São Paulo e iniciamos uma conversa cordial. Em seguida nos sentamos juntos, no ônibus, de volta a Olinda.  Ela também morava no Jardim Atlântico e desceria umas três paradas depois que eu descesse (ao lado do Colégio Carneiro Leão).  No caminho, conversamos um pouco sobre Olinda misturada com São Paulo, onde moramos em tempos distintos e algo distantes, ela disse que gostaria de voltar a viver lá mas que não podia por causa do seu compromisso com o pai.  Nesse ponto a conversa ficou meio dolorosa, pois ela contou logo o motivo do compromisso com o pai, filha única que não podia se afastar dele, mesmo comprometida com o marido e dois filhos.  É que o seu pai havia ficado cego há alguns anos.  A cegueira progressiva, lenta, gradual, e já então total, exigia que ela se dedicasse a ele de forma integral.  Sensibilizada, e sem tristeza, ela lembrou uma frase dele, certa noite, quando ia dormir : "Gosto de sonhar porque eu vejo."

     Quando desci do ônibus a frase do pai dela ficou comigo, me seguiu para casa, encravada na minha memória. Não lembro o seu nome,  não a vi mais (e eu queria lhe mostrar  o poemeto que escrevi, ainda morando no Jardim Atlântico,  motivado pela frase iluminada do seu pai).  Este é o poemeto : 


SONHOS


gosto de sonhar
porque eu vejo
muito além do que os olhos vêem.
gosto de sonhar
porque o corpo
vive além da sua carne.
gosto de sonhar
porque a vida
supera o tempo e a morte. 




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CORAÇÃO PORTÁTIL (poesia),
de Juareiz Correya 
- Emooby Pubooteca 

sábado, 25 de agosto de 2012

A LONGA E SINUOSA ESTRADA : Uma novela dos anos 70





     Estou reescrevendo a minha novela inédita A LONGA E SINUOSA ESTRADA (perdi os originais, datilografados na década de 80 do século passado, em mudança de escritório, há poucos anos, entre Palmares e Olinda).  Coisas da vida. Trata-se de um relato nu e cru de uma viagem que realizei, em 1972, a pé, de carona, de trem, ônibus, de São Paulo a Pernambuco. 

     A viagem é mesmo iniciada no Rio de Janeiro, quando atravessei, a pé, no meio de uma noite, a Avenida Brasil.  Andei por cidades do Espírito Santo, Minas, Bahia... Foram mais de 30 dias na estrada, encontrando amigos ocasionais, mulheres livres, drogas, doidos com juízo, cadeia, pequenos e grandes gestos humanos.  Uma viagem de pé no chão que me fez, com certeza, um homem melhor. 

     Reescrevo a novela, história curta que não chega a ser romance, de assumida natureza autobiográfica, e reencontro com alegria paisagens passagens e criaturas que estão  ainda muito vivas na minha memória.  É uma sorte indimensionável. Tudo retorna com a força criadora da mente e do coração, e é como se eu estivesse na estrada de novo, 40 anos depois de viver torto pelas linhas certas da história que Deus me deu. (Juareiz Correya)
 

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O Escritor







"O homem que lê vive muitas vidas.
O homem que não lê vive uma só." 
                   (GEORGE MARTIN,
                     escritor / Estados Unidos)



O homem que escreve 
renasce todos os dias.
Não vive só
mesmo na mais completa solidão.
E não morre
se deixar de respirar.
Suas palavras lidas 
e pronunciadas a qualquer tempo
pulsam de novo o seu sangue 
e animam o seu terreno coração.  



Juareiz Correya 
(Recife, 22/08/2012)
 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

RUA 7 RECIFE TERRA




para o livreiro e editor 
Tarcísio Pereira.



o que é uma rua
sem um poeta
para vivê-la ?
uma cidade
sem um poeta
para habitá-la ?
o mundo inteiro
o que é
sem um poeta
para iluminá-lo
com as suas palavras
descobertas
e inventadas ?



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Transcrito do ebook CORAÇÃO PORTÁTIL (poesia)
de Juareiz Correya - Emooby Pubooteca, Portugal, 2011.
- http://www.emooby.com/pt/books/view/5


domingo, 5 de agosto de 2012

A CLARA HISTÓRIA DE PRETA (Ficção política de verdade)




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      (...) Isso decidido, todos sabiam o que fazer. Preta, na hora e sempre, era pra falar, aparecer no momento certo e preciso. O  resto, e o destino de tudo, era, pensassem bem, com o pessoal das comissões.  A batalha ia começar e ser sempre. Se Preta não ganhasse não valia. 

     O "partido pretista" entrou em ação.

     Na terça-feira, dia do comício da Vila da Cohab, no Bairro Modelo, Jamilton e Goia passaram a manhã inteira na Praça da Luz, quartel-general do partido pretista, pintando faixas, bandeirinhas, bandeirolas, bandeiras e bandeirões, folhas de papel riscadas com o número de preta - 414  - ajudsdos por alguns garotos das ruas vizinhas, empolgados e metidos nos preparativos da campanha. A partir das duas horas da tarde a kombi arranjada por Ênio, com o serviço de som montado por Eduardo Priquitinha, passou a circular pelas ruas da cidade, com a locução vibrante de Fernando Pinrra :

     "Hoje, mais uma vez, vamos ouvir a palavra corajosa, sem ódio e sem medo, do candidato a vereador que já é uma sensação na cidade : Amaro Pedrosa de Melo, Preta ! O popularíssimo Preta estará falando mais uma vez toda a verdade, defendo o povo, combatendo a corrupção e o abandono da nossa cidade ! Sem ódio e sem medo, Preta vai falar hoje, na Vila da Cohab, a partir das 8 horas da noite.  Hoje, mais um sensacional comício de Preta, Preta, Preta ! o candidato do povo que diz a verdade, na campanha do tostão contra o milhão ! A situação é preta, vote sem medo de errar : vote em Amaro Pedrosa de Melo, o popularíssimo Preta ! Vote no número 414 - o número mais doce da cidade !"

     Depois vinha o som dos Novos Baianos, sacado para realçar ainda mais a qualidade de comunicação dos pretistas :



"Preta, preta, pretinha,
Preta, preta, pretinha..."


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Transcrito da novela A CLARA HISTÓRIA DE PRETA
(Ficção política de verdade),
de Juareiz Correya 
- Edições Pirata, Recife, PE, 1982



quinta-feira, 2 de agosto de 2012

PEQUENAS HISTÓRIAS REAIS : "Deus é um cara muito doido"





     Nos anos 70 do século passado, de passagem pelo Rio de Janeiro, de onde pretendia viajar a pé pelas estradas, sem destino, passei dois dias na casa de Mário Afonso, um amigo que residia no bairro do Botafogo. Amizade recente, nascida por correspondência quando, de São Paulo, escrevi para a editora onde ele trabalhava.

     Na primeira noite, em companhia de um tio dele, sujeito muito espirituoso, ficamos por algum tempo em uma praça  do bairro conversando sobre vários assuntos. E contamos histórias, anedotas... O tio de Mário se saiu com esta reflexão :

     - Eu acho que Deus é um cara muito doido.  Vejam só : Ele fez a gente com dez dedos (e balançou os dedos das duas mãos, como uns apêndices prontos para cair) e só uma piroca !...



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Do livro inédito PEQUENAS HISTÓRIAS REAIS 

terça-feira, 31 de julho de 2012

Para ler ebooks e qualquer publicação digital, basta um clique





     Segurança não deve dificultar a vida do internauta. ADOBE DIGITAL EDITIONS, programa para visualizar e gerenciar ebooks e outras publicações digitais, mantém "dificuldades burras" para o internauta. É grátis... Só é acessado por um único endereço (email) e não permite mudança para outro no próprio computador.  

     Por exemplo :se o internauta perder o email/senha não poderá instalar /acessar o programa, novamente, com outro endereço/senha no computador que usa.

     Por que, um programa,  que é usado apenas para leituras e gerenciamento  de publicações digitais, cria mecanismos de "segurança" dessa natureza, em lugar de ser um facilitador de acessos a textos online da forma mais simplificada e aberta possível ?

     NA VERDADE, PARA USAR UM PROGRAMA DESSE O INTERNAUTA SÓ DEVERIA CLICAR UMA ÚNICA PALAVRA : OK !

    

quinta-feira, 19 de julho de 2012

MINHA POESIA NA INTERNET




     Publiquei, de 1970 até 2010, cinco livros de poesia de minha autoria, cinco livros de poesia de outros autores e três antologias poéticas (de Palmares, minha cidade natal, do Recife, cidade onde vivo, e de Natal, organizada por Manoel Onofre Jr.), além de livros de de crônicas e de reportagens que organizei em parceria com Jaci Bezerra e Leda Alves. São publicações impressas em papel, no modelo tradicional, clássico, ditas, hoje, "físicas", diferenciadas das publicações eletrônicas, virtuais, que circulam na Internet -  a rede mundial de computadores.

     Pelas tiragens das edições desses livros  - que eram de 1.000 exemplares, no começo, e que foram drasticamente reduzidas, até a primeira década deste Século 21, para tiragens cada vez menores, até chegar a 300 exemplares - dá para entender que se tratava de uma circulação restrita (que poderia crescer, como tiragem de porte nacional) a um universo de dimensão estadual, ou melhor, municipal, quer dizer, de um bairro, isto é, de uma rua, e, na verdade, cabendo todos os possíveis leitores no pátio do condomínio de um edifício mais ou menos (mais pra menos!)  E, acreditem, tem autor brasileiro sendo lançado com a tiragem  máxima de... 20 exemplares do seu livro !  Uma vergonha para o autor e para o editor. 

     Sem falar no custo real, caro e cada vez mais prejudicial, as tiragens das edições impressas de livros alcançam hoje um círculo de leitores numericamente ridículo... Qualquer lista de contatos de e-mails de um internauta supera as inexpressivas tiragens "nacionais" da maioria das editoras brasileiras.  No Nordeste, a situação é muito mais trágica. 

     Minha poesia publicada e inédita circula na Internet desde o ano de 2008, postada em blogs literários e jornalísticos, meus e de escritores e jornalistas que conheço, e, a partir de maio de 2011, no site que criei e dirijo da Panamerica Nordestal Editora (http://www.panamerica.net.br/). Criei, inclusive, dois bloglivros, para publicação exclusiva dos textos publicados no meu livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20 - o bloglivro AMERICANTO AMAR AMÉRICA (http://americantoamerica.blogspot.com/) -, e para publicação dos textos  do meu livro inédito POEMAS DO NOVO SÉCULO, o bloglivro do mesmo título (http://jcorreyapanamerica.blogspot.com/)  E publico um blog de poesia de natureza coletiva, com postagens de textos selecionados de diversos autores brasileiros, com um design modesto, supersimplificado, sem qualquer atrativo a mais além da "palavra", do humilde poema, denominado POESIA VIVA DA CIDADE (http://www.jcorreya.blog-se.com.br/), com a boa visitação registrada de mais de 60 mil leitores... Gente de diversas cidades, muitas delas sem qualquer livraria e até sem biblioteca, além do Recife, de Pernambuco, do Nordeste e do Brasil. 

     Em março de 2011 tive a alegria de ver/acessar o meu pequeno livro de poesia -CORAÇÃO PORTÁTIL - publicado, em formato virtual (Epub), pela Editorial Emooby / Pubooteca, da Ilha da Madeira, Portugal.  Livro de bolso impresso no Recife em duas pequenas tiragens (a primeira, de 1983, de 300 exemplares, fora do comércio, e a segunda, de 1999, de 500 exemplares, produzida pela Nordestal Editora, que circulou apenas em livrarias do Recife), o ebook CORAÇÃO PORTÁTIL está ao alcance - basta um clique - de leitores internautas do Brasil, e de países da América e da Europa, distribuído em inúmeras livrarias especializadas em publicações eletrônicas. 

     Esqueçam os números...

     O que interessa é que a minha palavra, a minha pequena poesia, escrita em língua brasileira, está viva, publicada de uma forma que tem alcance mundial inquestionável.  (Só no Brasil já existem mais de 10 milhões de leitores de ebooks !) E que chega ao seu possível leitor onde ele estiver com o seu computador, PC, Notebook, Kindle, iPad, iPhone, iPod, Android, Smartphone, Tablet... É como se a montanha fosse a Maomé.   (JUAREIZ CORREYA)

domingo, 15 de julho de 2012

LEITURAS




A poesia está em tudo 
E não é para o olhar lido
O pensamento consciente 
Só o emocionado coração sabe
E diz o que é 
E aprende ensinando o que deseja 
Com sabedoria primitiva 
E nenhuma tecnologia 
Ao garimpar palavras 
Dos temas que elege 
Como razão sem sentido dos seus dias. 



(Recife, março / 2012)

segunda-feira, 2 de julho de 2012

DOMINGO COM POESIA : Um ano festejando a palavra poética




     O blog DOMINGO COM POESIA (http://www.domingocompoesia.blogspot.com/) , publicado pelo poeta pernambucano Natanael Lima Jr., tinha de ser mesmo um espaço aberto e democrático para a divulgação da poesia na Internet.  Com sensibilidade acesa e sempre atento para a vida literária e cultural de Pernambuco e do Nordeste brasileiro, o poeta Natanael Lima Jr. oferece, semanalmente, todos os domingos, uma seleção de textos inéditos e publicados de autores novos, emergentes, de outros com alguma projeção estadual e regional, e promove com o devido destaque (ou reverência) a criação de grandes nomes da poesia brasileira de todos os tempos.  Ao mesmo tempo, com destaque na página, mantém uma lista de blogs parceiros, de vários Estados, numa divulgação permanente,  a um click de qualquer internauta, que evidencia a sua solidariedade com  o trabalho de outros blogueiros literários e culturais do nosso País.

     É assim que bem  se faz a divulgação da palavra mais humana da existência, com carinho e respeito à palavra poética, em particular, com uma dedicação que só os poetas verdadeiros têm.  O blog DOMINGO COM POESIA, neste mês de julho, completa 1 Ano de atuação na rede mundial de computadores. Tem de tudo para festejar, logo logo, uma, duas, três décadas...  (Juareiz Correya)

sexta-feira, 29 de junho de 2012

CORAÇÃO PORTÁTIL : Entre 10 milhões de internautas, seja um dos 10 mil leitores





     O Brasil tem quase 10 milhões de leitores de ebooks.

     Levando em conta que um escritor é publicado, nacionalmente, com apenas 3 mil exemplares...

     Eu só preciso de 10 mil leitores de ebooks do Brasil para que o meu ebook seja um sucesso nacional !

     Leiam CORAÇÃO PORTÁTIL, meu primeiro ebook publicado pela editora luso-espanhola Emooby Pubooteca (http://www.emooby.com/pt/books/view/5)




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Transcrito do TWITTER 
(http://twitter.com/juareizcorreya)

quinta-feira, 28 de junho de 2012

GERAÇÕES




Então já somos
do tempo dos "entões":
quarentões, cinquentões,
sessentões, setentões...
Tanta rima para décadas 
delimitando cada geração
e vivemos na verdade 
o verso livre além dos tempos.



Juareiz Correya

(Recife, 25/junho/2012)

segunda-feira, 18 de junho de 2012

ONDE ESTÁ O POETA CARLOS MAIA ?




     Recebi, sexta-feira passada (dia 15/06), email de Kátia Rossana (katia.rossana@yahoo.com.br) com informação sobre um provável desaparecimento do poeta recifense Carlos Maia desde o dia 11 deste mês de junho. A comunicação de Kátia Rossana, que é namorada dele, é um dramático apelo por causa do desespero da família do poeta, que sumiu, até hoje, sem dar qualquer notícia. 

     Ele publica o blog poetacarlosmaia (http://poetacarlosmaia.blogspot.com/), com divulgação da sua poesia e de outros poetas modernos e contemporâneos, e este é o seu email : poetacarlosmaia@gmail.com

     Qualquer informação sobre o poeta pode ser também comunicada por telefone : 81-85608416.

sábado, 16 de junho de 2012

UM POETA NÃO MORRE




Dedicado à memória de todos os poetas.


Quando morre um poeta 
Fica muito mais pobre o mundo. 
Mas não falecem com ele  
Os versos benditos mal ditos  
Os versos malditos bem ditos  
As canções artesanais e industrializadas  
O seu cinema de imagens imemoriais  
O seu teatro de gestos etéreos  
O seu desenho escultural  
E sua pintura de cores indecifráveis. 
Quando morre um poeta  
Um trem um bólide uma nave estelar supernova  
Conduz o coração sem medo além dos trilhos da terra  
Do Homem que não morre  
Com a sua Eternidade.  






(Recife, junho / 2012) 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

IMAGENS SEM VIDA




Os seres humanos
pensam em imagens,
não em palavras,
dizem os neurologistas.
- O que revelam as imagens,
sem palavras
para identificá-las  ?


Juareiz Correya  




(Santo Amaro, Recife, 
 13/junho/2012) 





quinta-feira, 7 de junho de 2012

A BIOGRAFIA DE DEUS "JOANA DONA"




     Joana é a dona da rua principal.
     Ah, sim. Pra passar fale com ela, que mais quer ?
     Isso tudo foi ela quem herdou do pai dela, que gostava muito de mim, ré, ré.
     Joana é doida pela rua dela e todo mundo que mora aqui sabe que ela é a dona da rua.  Mas Joana gosta de dizer a todos os passantes que a rua é dela, tomem cuidado, foi o pai dela quem deu de presente, como as outras coisas que tem em Palmares.  A Usina, por exemplo. A Usina 13 de Maio é dela, foi presente do pai dela também.  Mas ela ganhou o Comércio - todas as casas comerciais que vocês estão vendo - e o Mercado Público de Palmares, tudinho ela ganhou de um irmão que vive em São Paulo.
     Joana toma conta da rua de dia e de noite. De dia passeia volteia andeia joaneia com um cajado seco e um pano velho enrodilhando a cabeça desajeitadamente. De dia é ela quem passeia pelas butiques, lojinhas, restaurantes, agências bancárias e diz o que bem quer e entende.  E não é pra ser assim ?  A rua é dela, quem achar ruim que se mude. Ou vá dar parte ao delegado.
     O que ?! de seu Zé Maria o que ? oxe ! Quem deu isso tudo pra ele fui eu, dei tudinho aí, os rádios, as bicicletas, tudo fui eu quem dei, oxente. Quem morreu foi Tertulino, eu não, eu ainda sou dona do "Progresso", agora não sei por que essa besteira toda...  Tertulino, coitado, podia ter ficado aqui, eu dava tudo a ele.  O dinheiro do Bandepe é meu todinho, quem quiser eu dou quanto quiser.
   

     Joaníssima.  Uma jóia é ela, um doce, um vestido, um espelho, uma goiaba, Joana se mostra para quem quiser, é ela quem está nas revistas das bancas, assim, olhem, sou eu, quem está cantando sou eu no disco, pode ouvir agora, sou eu, olhe essa lata, sou eu.  Joana sendo.

     Joana tudo diz no seu sorriso esbagaçado no interior da cabeça e todos sabem que, qualquer dia desses,  ela aparecerá no céu da cidade (ela não é uma santa ?) voando para todos os lados da rua principal.  



(Do livro inédito A BIOGRAFIA DE DEUS - 
Contos do Povo de Palmares -, de Juareiz Correya) 



sexta-feira, 1 de junho de 2012

"60 SETEMBROS" : Ebook em edição especial para amigos e amigas internautas




     O meu primeiro ebook (ePub)  publicado - CORAÇÃO PORTÁTIL - vai muito bem, obrigado, circulando nas principais livrarias virtuais de Portugal, Espanha, Estados Unidos, Brasil, e de países vizinhos da América do Sul.  A publicação da editora luso-espanhola Emooby Pubooteca (http://www.emooby.com), bem produzida e bem distribuída, lançada em março de 2010, está circulando a preço muito acessível - apenas 7 reais - e tem o seu futuro assegurado.  Ainda vai muito longe...

     Em setembro de 2011 publiquei o meu segundo ebook (PDF), intitulado 60 SETEMBROS, para assinalar a passagem dos meus 60 anos de idade.  A publicação não pode ser acessada ou adquirida em livrarias virtuais, porque foi produzida exclusivamente para distribuição gratuita, para ser presenteada a amigos e amigas internautas / contatos do Hotmail, Gmail, Facebook e Twitter.  Tenho divulgado, neste blog, e continuarei divulgando, algumas opiniões generosas escritas  por vários desses amigos e amigas  motivados pela leitura de poemas desse meu novo livro eletrônico.

     Aos amigos e amigas que ainda não receberam esse ebook : basta que escrevam para este email - jcpanamerica21@gmail.com   O ebook chegará em um clique.  E este recado e indicação do email serve também para qualquer internauta (mesmo desconhecido) que deseje receber "60 SETEMBROS (Poemas de 2011)". 





sexta-feira, 25 de maio de 2012

PEQUENAS HISTÓRIAS AMOROSAS (Contos autobiográficos)




     Neste ebook a ser publicado em 2013 pela Panamerica Nordestal Editora (http://www.panamerica.net.br/), segundo livro da minha trilogia de contos inéditos, apresento a reunião de duas dezenas de histórias vividas em Palmares, Recife, Olinda e São Paulo.  Algumas já estão escritas e digitadas, outras estão sendo reescritas e também ainda serão escritas. Tem princípio (tempo adolescente), meio (a juventude) e não tem fim (a idade madura). Uma síntese real das três últimas décadas do século 20  até o início da primeira década deste século 21. Terei grande alegria e muito o que agradecer se chegar à velhice. Mas isto já é outra história...

     Conto histórias do Homem e da Mulher, de forma nitidamente autobiográfica, porque vividas com figuras femininas que encontrei e com quem tive condições de repartir as emoções do namoro, das alegrias do amor, da plenitude erótica, do prazer da carne e até a outra arte que é o desencontro - a estrada tortuosa que também caminhamos quando vivemos intensamente a Vida.  

quinta-feira, 24 de maio de 2012

O PREFACIADOR (conto)





     Escrevia contos. Mas não publicava. Até que, para apresentar o livro de um amigo, escreveu um prefácio e o publicou. E outro. Mais outros. Foram tantos os prefácios que dariam um livro. Queriam publicá-lo.
     Ficou conhecido como Bráulio, o Prefaciador. 



quinta-feira, 17 de maio de 2012

Para Solange




Para Solange Crasto,
mãe de José Terra e João Guarani.



Não interessam
Os tempos e distâncias 
Os adeuses e esquecimentos
Revezes e alegrias 
Dos dias e dos anos 
Nem mesmo se está certo
O que Deus escreveu
E te segredou como destino.
Ou as peças sem cabeça
Das montagens absurdas 
do Incriado, o Sem Nome.  


Só ? longe ?
Em festa ? sempre perto ?
Não interessa...
Teu nome é mais
Que uma lembrança de mulher 
Um sacrifício de mãe 
Uma cidade de afetos 
Nos corações que te amam. 


Teu nome é a tua criação 
Como toda mulher de verdade.
E criaste mais 
Do que a Natureza criou :
Criaste não só
Duas crianças 
Dois meninos 
Duas vidas...
Criaste dois homens.  



(Olinda, 17/maio/2005)

segunda-feira, 14 de maio de 2012

MINHA TRILOGIA DE CONTOS : "A Biografia de Deus", "Pequenas Histórias Amorosas" e "Pequenas Hstórias de Atlântica"




     Empenhado na organização dos meus escritos, estou selecionando, escrevendo e até reescrevendo alguns contos.  Embora tenha imaginado antes, desde a década de 1980, publicar os meus contos em um ou mais de um volume, descubro agora que, tenho uma trilogia de contos praticamente pronta, dimensionada com estes volumes distintos : "A Biografia de Deus" (Histórias do povo de Palmares), "Pequenas Histórias Amorosas" (Contos autobiográficos) e "Pequenas Histórias de Atlântica" (Contos de Palmares, Recife, Olinda, São Paulo). O primeiro e o terceiro volume, em fase de digitação, já estão quase prontos; e o segundo volume tem algumas histórias ainda sendo escritas e reescritas.

     Contista inédito em livro, planejo lançar minha trilogia de contos,  em ebooks da Panamérica Nordestal Editora, do Recife, a partir de 2013. 


terça-feira, 10 de abril de 2012

A BIOGRAFIA DE DEUS

Desde a década de 70 do século passado, mais precisamente desde o ano de 1976, que é quando elaborei a primeira versão, datilografada, este título - A BIOGRAFIA DE DEUS -, do meu livro de contos ainda inédito, tem me dado alguma satisfação e alguns sustos. Satisfação, mesmo sem publicação ?, perguntará alguém mais atento... Sim. É que, ao divulgar esse título, de alguma forma, tenho recebido aceitação e até elogios. Cito o título, falo sobre a idéia geral do projeto, lembro, rapidamente, alguns contos, e as pessoas com quem converso se revelam admiradas e interessadas. Quando publico ? Venho adiando a publicação, desde esse tempo, e, na medida do possível, enxugando, acrescentando e melhorando o conjunto de textos.

Lembro as conversas com Jaci Bezerra, Maximiano Campos, Moacyr Sena Dantas, Gilvan Lemos, todos excelentes contistas e amigos de empresas e de mesas. O poeta, contista e romancista Everaldo Moreira Veras, em conversa solta à calçada da antiga livraria Livro 7, na Rua 7 de Setembro, do bairro recifense da Boa Vista, chegou ao exagero de me propor a aquisição desse título. Assim, senhores :

- Poeta, esse título é muito bom. Compro agora mesmo. Aliás, me deixe lhe confessar : você é muito bom com os títulos dos seus livros. Eu compro esse na hora que você quiser. Vocês de Palmares são uns danados. Gosto muito também dos títulos de Hermilo : "Margem das Lembranças", "A Porteira do Mundo", "O Cavalo da Noite", "Deus no Pasto"... Título de livro é coisa muito séria. Ou é sugestivo, e diz tudo, ou não diz nada !

Mas os meus sustos são maiores. Na própria Livro 7, senti um frio me estiletando, do ventre à garganta, quando me deparei com o título do livro de um romancista norte-americano muito popular : O PUNHO DE DEUS. Ainda na Livro 7, meses depois, outro susto : estava lá, na minha cara, no alto de uma prateleira : A CALIGRAFIA DE DEUS, livro de contos do acreano Márcio de Souza. No ano de 2003 o jornalista e ficcionista carioca Fausto Wolf publicou um livro de contos intitulado O NOME DE DEUS.

Qualquer dia desses encontrarei, finalmente, um livro, de contos, definitivamente assustador : A BIOGRAFIA DE DEUS. Não assinado por mim.


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Do livro inédito PEQUENAS HISTÓRIAS REAIS

domingo, 1 de abril de 2012

"Americanto Amar América" traduzido pelo poeta mexicano Alberto Vivar Flores

Este poema es dedicado a la generación "beat"
norteamericana, la cual dio a luz al Antisueño
en los años 60.




América
mujer de carnes crudas clavadas
en mi pecho
como columnas de vientos colosales
mis gritos son alegría de tambores
y montañas de plástico
son dulces campos de azúcar
y rios de sangre llenos de troncos
negros
quemados en la danza de tus cabellos
que la noche estupra dando carcajadas


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Primeiro canto do poema "Americanto Amar América",
de Juareiz Correya (Nordestal Editora, Recife, 1975).
O poema traduzido será publicado, pela Panamérica
Nordestal Editora, em ebook bilíngue (português/espanhol),
com a versão em quadrinhos criada pelo desenhista
pernambuco Roberto Portella.

domingo, 11 de março de 2012

RECIFE OLINDA

no ônibus
um bólide urbano
(juridicamente pobre)
trafega insensível
uma rica humanidade :
caras de paisagem
corpos em casa
emoções comportadas
um mundo de ninguém
assaltos imaginários
realidades subtraídas
medos insondáveis
taras de bolso
avenidas de luxúrias
ruas frustradas
praças fantasmas
e duas cidades
flor e fruto
homem e mulher
que não vão nem vêm
fim da linha
memória atropelada
estação sem futuro.




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Transcrito do livro
POESIA DO MESMO SANGUE,
de José Terra & Juareiz Correya
- Panamérica Nordestal Editora,
Recife, PE, 2007.

quarta-feira, 7 de março de 2012

A POESIA É UMA FÊMEA

Ao Dia Internacional da Mulher



Para um poeta
Toda mulher tem a sua beleza.
Até mesmo a que não é
Uma Bruna Lombardi
- mais bela por dentro,
Ou uma Patrícia Poeta
- mais poema que um nome.
Toda mulher tem a sua beleza
E o homem que a desperta
Será para sempre o seu poeta.


Juareiz Correya


(Do livro inédito POEMAS DO NOVO SÉCULO)

segunda-feira, 5 de março de 2012

CORAÇÃO PORTÁTIL : "VESTIDA DE LUZ"

para a poetisa
Raquel Naveira




minha mulher
quando se desnuda
para mim
se veste
com a luz dos meus olhos



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Do ebook CORAÇÃO PORTÁTIL,
- Emooby / Pubooteca,
Portugal, 2011.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Pernambuco, com Ascenso Ferreira, inspirou samba-enredo da tricampeã Imperatriz Leopoldinense em 2001

A Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense, do bairro de Ramos, Rio de Janeiro, RJ, tornou-se, em 2001, a primeira tricampeã da "Era do Sambódromo", e deste novo século, com o samba-enredo CANA CAIANA, CANA ROXA, CANA FITA, CANA PRETA, AMARELA, PERNAMBUCO... QUERO VÊ DESCÊ O SUCO, NA PANCADA DO GANZÁ, título inspirado em versos do poema Trem de Alagoas ("Cana-caiana, / cana-roxa, / cana-fita,/ cada qual a mais bonita, / todas boas de chupar..."), do poeta Ascenso Ferreira (Palmares, PE).

Com Ascenso Ferreira, na Literatura, em 2001, e Luiz Gonzaga, na Música Popular, neste ano de 2012, Pernambuco confirma a força da sua criação artística na maior festa da cultura popular do Brasil.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Ebooks da Panamerica : "EM NOME DA AMÉRICA - Poemas Brasileiros do Século 20" (Poetas e poemas )

Já estão selecionados para esta antologia, apresentados no volume em ordem cronológica, com o registro do ano da publicação do poema e do Estado onde foi publicado, os seguintes autores e respectivos textos :

RONALD DE CARVALHO ("Toda a América"), EUDES BARROS ("América", fragmento), JORGE DE LIMA ("A minha América"), MENOTTI DEL PICCHIA ("República dos Estados Unidos do Brasil", fragmento), MÁRIO DE ANDRADE ("Improviso do mal da América"), CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE ("América"), MOACYR FÉLIX ("Minha Elegia de Abril", fragmento), JOSÉ PAULO PAES ("Cartilha"), FÉLIX DE ATHAYDE ("Ah!mérica"), BANDEIRA TRIBUZZI ("Ode ao Tempo"), JOSÉ CARLOS TARGINO ("América"), ÁLVARO ALVES DE FARIA ("Segundo Canto de Pavor"), FERREIRA GULLAR ("Dentro da noite veloz"), THIAGO DE MELLO ("É natural, mas fede"), JUAREIZ CORREYA ("Americanto Amar América"), RENATA PALLOTTINI ("Coração Americano"), OLIVEIRA RIBEIRO NETO ("Eu canto a América"), ELZA BEATRIZ ("Ladainha Sul Americana"), ARISTIDES KLAFKE ("Das Belas Artes aos tristes modos de um continente sem galochas"), NELSON DOS REIS ("Porão da América"), RÔMULO CARVALHO NETO ("Ameríndia", fragmento), ARNALDO TOBIAS ("Cão latindo"), MÁRCIO CATUNDA ("América Latina"), JOSÉ EDUARDO DEGRAZIA ("Amor/Morte/América"), FERNANDO COELHO ("Uma estrela na garupa), SÉRGIO BORJA ("América"), AFFONSO ROMANO DE SANT'ANNA ("Crônica dos anos 60"), EDUARDO ALVES DA COSTA ("Sugestões para a elaboração de um novo mural na Onu"), AFONSO HENRIQUES NETO ("Gravuras Latinamericanas"), LUIZ SÉRGIO DOS SANTOS ("Dias latinos"), ROSSINI CORRÊA ("No estômago da América"), EDUARDO HOFFMAN ("Sete quedas da paixão"), WEYDSON BARROS LEAL ("América", fragmento), REGINALDO VELOSO ("Profecia - Oscar Romero"), JACOB PINHEIRO GOLDBERG ("Amérika"), GILBERTO MENDONÇA TELES ("Looping"), MARCUS ACCIOLY ("Latinomérica", fragmento), DOM PEDRO CASALDÁLIGA ("América Nossa"), ALBERTO BEUTTENMULLER ("América Solidão"), JORGE TUFIC ("América do Sul"), OLGA SAVARY ("Continente"), LUIZ DE MIRANDA ("América, América"). - Texto de Juareiz Correya.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Ebooks da Panamerica : "EM NOME DA AMÉRICA - Poemas Brasileiros do Século 20"

Retomo, nestes dias de Carnaval (estou ilhado no centro do Recife, com leituras e alguma comunicação Via Internet), a organização e digitação da antologia "EM NOME DA AMÉRICA - Poemas Brasileiros do Século 20", para publicação em ebook, entre outros que serão lançados pela Panamerica Nordestal (http://www.panamerica.net.br) a partir do segundo semestre deste ano de 2012. Reencontro este projeto com alegria indizível : trata-se de um verdadeiro renascimento.

Iniciado desde a década de 1990, o projeto de edição dessa antologia foi algumas vezes deixado de lado, de molho, mofando, ficou quase perdido, tendo em vista a falta de incentivo e de solidariedade que um projeto dessa natureza merece e que eu pouco encontrei. Aliás, encontrei mesmo um inexplicável silêncio e desinteresse de possíveis parceiros, coeditores e administradores de cultura (centros culturais, secretarias, fundações) que, no Brasil, têm um perfil ideal, certo até para realiza-lo por sua conta e seu próprio empenho. Tudo isso me surpreendeu e me desestimulou até hoje. Para que se tenha ideia, verifico que esse projeto está, em minhas mãos, desativado há mais de 5 anos !

Mas vamos lá e vamos realizá-lo sim (falta pouco para concluirmos a sua organização), animados pelas imensas possibilidades que a Internet já criou e está criando no campo editorial. Pode ser que apareça como livro físico mas o meu interesse e empenho é de realizar a sua publicação como ebook da nossa Panamerica Nordestal, do Recife (PE), para que a antologia se torne amplamente acessível aqui no Brasil, na América e em toda a rede mundial de computadores.

A antologia reune textos de poetas brasileiros do Século 20 publicados desde o ano de 1926 até o ano de 1997. São mais de 40 poetas destes Estados : Rio de Janeiro (10), Paraíba (1), Alagoas (1), São Paulo (12), Maranhão (2), Pernambuco (6), Minas Gerais (1), Mato Grosso (2), Ceará (4), Rio Grande do Sul (3) e Paraná (1). Uma antologia que resgata e preserva textos de poetas brasileiros (de Ronald de Carvalho, RJ, a Luiz de Miranda, RS) que, no Século 20, dedicaram um momento significativo de sua criação à identificação plena com a natureza espiritual da nossa América, ao corpo e à alma da sua continentalidade. (JUAREIZ CORREYA)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

CORAÇÃO PORTÁTIL : "ENTRE O SIM E O NÃO"

"todo pensamento
depois de expresso
torna-se mentira",
disse um poeta russo
amigo de Tolstoi.
NÃO ! todo pensamento
depois de expresso
é a mais pura verdade.





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Transcrito do ebook CORAÇÃO PORTÁTIL,
de Juareiz Correya
- Emooby / Pubooteca, Portugal, 2011.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

TAL PAI, TAL FILHO : DOIS INIMIGOS DA "CASA DE HERMILO"

"... Não aconteça o que houve com o Chalé do Inglês que há anos sofreu invasões... E lembro que tal absurdo de invasão ocorreu ainda quando o poeta Juarez Correia era presidente da Fundação..."
(Jaorish Gomes Teles, PE NOTICIA, Palmares, 9/02/2012)



O Sr. Jaorish Gomes Teles, filhote de Telles Junior que é, devia também lembrar aos quatro ventos "a grande contribuição preservacionista do seu pai", quando desfilou, de forma infantil e ridícula, pelas ruas da cidade, pedindo a derrubada do MERCADO PÚBLICO DOS PALMARES, junto a uma multidão cega, conduzida como um bando amestrado pelo astucioso erro do então prefeito Luís Portela de Carvalho. É lamentável que, sendo um administrador cultural, o Sr. Jaorish se realiza mesmo é falando mal da Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho, e sobretudo da minha administração, quando ele sabe muito bem que o caso do Alto do Inglês (a sua inutilidade e esse triste fim a que chegou...)tem um único culpado : o então prefeito Francisco de Assis Rodrigues, que esculhambou a área com doação de terrenos e descaso com tudo o que intentamos fazer para salvar/preservar o Casarão do Alto do Inglês. É uma acusação estúpida, repetida como um disco estragado, para tentar botar merda no ventilador e melar o brilho da nossa administração. Ele segue apenas a cartilha do seu pai, que nunca reconheceu o valor de Hermilo, de Ascenso, e do nosso projeto de instituição da Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho, que preservou o Teatro Cinema Apolo (sede da instituição), a Estação Cultural dos Palmares (a antiga Estação Ferroviária), e lutou para preservar o MERCADO PÚBLICO DOS PALMARES, insensata e criminosamente derrubado por "palmarenses" amantes da destruição da sua própria história (e lá estava Telles Junior no meio da gandaia). Outra coisa : o Sr. Jaorish fica sempre lembrando a criação do Grupo Cultural dos Palmares (onde eu sou citado...ou melhor, onde o meu nome é usado). Esqueça isso, rapaz. Não me cite nessa história, não me orgulho de ter feito parte desse "grupo". Me orgulho, sim, de ter criado a Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho, que o seu pai nunca respeitou e que você não respeita, até mesmo quando precisou e quando precisa dela, a toda hora falando mal da instituição e sempre agindo com a sua mesquinhez para criticar os seus administradores e as suas realizações. Valorize e dignifique a sua inteligência e não use o Grupo Cultural que você dirige para desmerecer o trabalho e a existência de uma instituição cultural que você ignora, maltrata, desrespeita e despreza. Bem, sou forçado a lembrar aqui um ditado popular que o seu pai gostava de citar : OS CÃES LADRAM E A CARAVANA PASSA.

(Texto de Juareiz Correya)

domingo, 5 de fevereiro de 2012

SOBREVIVENDO NESTE SÉCULO 21 : "60 SETEMBROS (Poemas de 2011)", meu segundo ebook publicado

Minha primeira experiência com publicação eletrônica foi viabilizada por intermédio da Emooby / Pubooteca, da Ilha da Madeira-Portugal, que publicou o meu primeiro ebook - CORAÇÃO PORTÁTIL, poesia (epub) - exatamente no dia 29 de março de 2010, uma coincidência com a feliz operação do meu rim direito, removido pelo urologista Tibério Moreno Jr., no Hospital Memorial São José, do Recife (PE).

Publiquei, nos meus 50 anos de idade, um livreto intitulado 50 SETEMBROS (edição do autor, Palmares, PE, 2011) e, agora, nos meus 60 anos redondos, completados em setembro de 2011, sequenciei essa idéia com a publicação eletrônica (PDF) de 60 SETEMBROS (Poemas de 2011). Lançado exatamente no dia do meu sexagésimo aniversário - 19 de setembro -, meu segundo ebook publicado apresenta o seguinte Sumário :

- Dedicado a Solange Correia de Crasto, Djane Candeia Lima
e Márcia Herculano Sales.

- Apresentação de Maria de Lourdes Hortas

- 1a. Parte / POEMAS DE 2011
Pequena Serenata Noturna (Sobre a canção "Pequena Serenata Diurna", de Sílvio Rodriguez); Dístico 2011; Confesso que vivo; Do latido e da fala; Identificado Recife, 2; Novo Século; Boa Vista, janela 52; O Ser e o Ter; Viver sem aprender; Chove no Recife; A voz selvagem da Terra; Amigo de Verdade; Cineminha na TV; Este poema é o teu nome; Visão de uma mulher no Hospital Português; Quando chove sobre Atlântica; Acima do Bem, o Mal; Primeira e Única Palavra; Oriente e Ocidente (de Confúcio a Drummond); Crônica para lembrar amanhã; Nova Didática para leitura hoje; Criação; O Tuite; Marco e Lucila; Aos teus pés, Bruna.

- 2a. Parte / DEDICATÓRIA POÉTICA
Antonio Botelho - "Cronologia para América Latina"; Arnaldo Tobias - "Cão Latino"; Ary Sergas Santos - "Saudação"; Isabel Canelas - "Sobre o poema Rua 7 Recife Terra
; Jaci Bezerra - "Juareiz Correya : Retrato do poeta encadernado em jeans" ; José Terra - "Meu Poeta"; Luiz de Miranda - "Soneto Improvisado para Juareiz Correya"; Montez Magno - "Juareiz Correya" ; Olímpio Bonald Neto - "Palmarolinda"; Sílvio Hansen - "Americanto Amar" (poema visual).

- 3a. Parte /
Bibliografia; Ebooks a publicar; Blogs, Site;
Opiniões sobre o autor de : Mauro Mota, Hermilo Borba Filho, Pelópidas Soares, Paulo Azevedo Chaves, Geneton Moraes Neto, Jaci Bezerra, Leda Rivas, Potiguar Matos, Nagib Jorge Neto, Caio Porfírio Carneiro.
Foto da capa : Pedro Poema Alves Correia
Foto da contracapa : Flora Pimentel
Revisão : José Terra, Mariama Correia.
Capa / Editoração Eletrônica : João Guarani
Edição (PDF) : Panamerica Nordestal Editora
(Recife, setembro/2011).

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

POESIA VIVA DE SÃO PAULO : Uma homenagem que não tem idade

Nos seus 458 anos completados neste dia 25 de janeiro, a Cidade de São Paulo merece todas as festas dos paulistanos, dos paulistas, e de todo o povo brasileiro. Festejar o seu aniversário orgulha, naturalmente, qualquer cidadão deste País, e, acredito que, em geral, toda a América do Sul saberá, a seu modo, fazer isso.

Conheci São Paulo nos meus 18 anos de idade e já estamos, agora, com mais de 40 anos de convivência (de perto, de dentro, de longe, de fora...) Conheci a cidade (antipoética ? antimusical ?) pela sua Poesia, pela voz dos seus poetas, ciceroneado, de chegada, pelo poeta e jornalista Ramão Gomes Portão e pelo poeta e editor paulistano Renzo Mazzone. Foram os tempos da minha primeira aventura editorial com a poesia, publicado nas páginas das antologias da série Poetas da Cidade , da Editora ILA Palma. Depois, trânsito livre em Santo André, encontros com Fausto Polesi e o seu "Diário do Grande ABC", a UBE do centro de São Paulo, Caio Porfírio Carneiro, Henrique L. Alves, Alberto Beuttenmuller, Álvaro Alves de Faria, Antonio Possidonio Sampaio, Fernando Coelho, Dalila Teles Veras...

Devo a São Paulo uma parte essencial da minha poesia. Lá escrevi, há exatos 40 anos, o meu poema AMERICANTO AMAR AMÉRICA, que é definitivo na minha vida, independente do seu valor (se tem ou não), ou se é apenas um poema e se isto não quer dizer nada. Para mim, diz tudo, e eu não escondo de ninguém que me bastaria apenas ter escrito esse poema que valeria a pena ter me dedicado, até hoje, à criação de alguma poesia.

E por gratidão a São Paulo - embora tenha sido, em alguns versos que publiquei, extremamente duro e ácido com a cidade - penso e tenho trabalhado, sempre que posso, para relevar a cidade, sobretudo no que ela tem de grandemente rico, e ainda pouco valorizado, que é a poesia produzida pelos seus poetas. Por força disso, organizei com a poetisa Dalila Teles Veras (diretora da Livraria Alpharrabio, de Santo André), a antologia POESIA VIVA DE SÃO PAULO - reunião de textos publicados sobre a cidade por mais de 80 poetas paulistas contemporâneos. Devidamente atualizada ao longo dos últimos 30 anos, esta antologia será publicada, em 2 volumes (2 ebooks), pela Panamerica Nordestal Editora, do Recife, em parceria com uma instituição cultural paulistana, no próximo aniversário da cidade. É a poesia de São Paulo viva, além do plano físico do livro, na indimensionável amplidão da rede mundial de computadores. - JUAREIZ CORREYA (Recife, janeiro de 2012)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

SOBREVIVENDO NESTE SÉCULO 21 : "60 SETEMBROS" EM 2011

Mariama, minha filha, me visitou no apartamento onde vivo, em companhia de Márcia, no centro do Recife, e, como sempre, conversamos sobre os nossos trabalhos e projetos; ela é profissionalmente objetiva e muito me agrada a sua liberdade e independência. Invejo o homem que tem o privilégio de merecer o seu coração.

Setembro está chegando... lembro os meus 60 anos e ela me adianta este comentário de sua mãe, Djane, com quem ela vive em Olinda, sobre a minha nova idade que se aproxima :

- E o teu pai não vai publicar nenhum livro não ? Se ele não lançar um livro, não é aniversário dele !

Rimos à vontade e eu não adiantei nada do que já pensava. Mas fiquei realmente convencido do que devia fazer e, para vencer o prazo de umas três semans, "o tempo rugia".

Gosto mais de presentear do que ser presenteado. Agora, com os meus redondíssimos 60 anos, não deveria ser diferente. Tinha de trabalhar rápido para organizar o meu segundo ebook a ser publicado no ano. Mesmo em PDF (um formato que, bem comparando, é uma espécie de publicação tipográfica, um tipo de livro artesanal), é um ebook, como os milhares já lançados e distribuídos, promocional e comercialmente, que existem pelo mundo afora.

Arquitetei tudo com João Guarani, meu segundo filho e parceiro dos projetos eletrônicos desenvolvidos com a nossa Panamerica Nordestal : adiantei a coordenação dos meus textos (poemas e poemetos escritos e publicados até agosto) e de uma seção com poemas já publicados de conhecidos e amigos sobre o meu trabalho com a poesia,selecionei opiniões, elaborei a nota biobibliográfica, idealizei a fotografia da capa e da contracapa... No domingo próximo, com José Terra, meu primeiro filho, e Pedro Poema, filho dele e meu primeiro neto, "pintou" a fotografia da capa, feita em um celular, num instantâneo feliz de Pedro Poema, nos seus 6 anos inquietos e de iniciante visão do mundo.

Exatamente no dia 19 de setembro "lancei" o meu novo livro, meu segundo ebook, intitulado 60 SETEMBROS (Poemas de 2011).

(Juareiz Correya)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

SOBREVIVENDO NESTE SÉCULO 21 : "2011 - O Primeiro Ano da Segunda Década" (2)

Ainda no primeiro semestre do ano, perdi dois amigos - Luiz Carlos Monteiro e Jailson Marroquim -, dois poetas, duas perdas para Pernambuco e, particularmente, para Sertânia (terra natal de Luiz Carlos Monteiro) e para o Recife (onde, em Casa Amarela, nasceu Jailson Marroquim). Eu estava organizando, com Jailson Marroquim, para publicação ainda nesse ano, ou em 2012, um pequeno livro que reuniria 21 poemetos de sua autoria e 21 poemetos de minha autoria. A idéia de Jailson era de publicação de um livro de bolso intitulado CORAÇÃO DIGITAL (ou CORAÇÕES DIGITAIS, o dele, o meu...), logicamente inspirado no meu CORAÇÃO PORTÁTIL. Eu pensava mesmo na edição de um ebook e Jailson - embora sem dar muito crédito a Internet, ele só acreditava no texto impresso e na apresentação ao vivo da poesia, em recitais abertos... - se animava também com esta ideia. Tudo bem. E, em junho, duas semanas após um encontro no apartamento onde vivo, no centro do Recife, quando ele me trouxe os seus poemetos para que eu iniciasse a organização/digitação do livro, ele se encantou : morte súbita, enfarte fulminante. Partiu ainda jovem, cheio de vida e de projetos, aos 57 anos de idade. Era um parceiro de primeira hora em todos as atividades da nossa Panamerica Nordestal, sempre pronto a colaborar com o que eu promovia no Recife. Tenho uma dívida com Jailson Marroquim e a sua poesia que espero saldar, em breve, publicando um ebook com a sua poesia reunida.

Luiz Carlos Monteiro era um amigo que me acompanhava e eu o acompanhava a uma pequena distância. Ele respeitava o meu trabalho e eu o respeitava e o incentivava como podia. Ainda cheguei a animá-lo para que publicasse os seus textos críticos reunidos - já divulgados na Revista CONTINENTE e no Suplemento Literário do "Diário Oficial" de Pernambuco - em um livro que ele, motivado, me informou ter organizado e que já mantinha alguns entendimentos para viabilizar a sua publicação. Poeta, jornalista, professor universitário e crítico ativo, ele se encantou (por infelicidade dos problemas causados pelo consumo de álcool) quando visitava, em férias, a sua Sertânia. O álcool que consumia, como um bom boêmio sertanejo, o consumiu com 51 anos de idade.
(Juareiz Correya)

domingo, 1 de janeiro de 2012

SOBREVIVENDO NESTE SÉCULO 21 : "2011 - O Primeiro Ano da Década"

Publiquei neste blog, de janeiro (dia 29) a março (dia 14), cinco textos com este título geral - SOBREVIVENDO NESTE SÉCULO 21 -, conjunto encerrado com um texto sub-intitulado de "O Último Ano da Década", e este registro no final :

Sexta-feira, 31 de dezembro :
Era o fim da década. Não era o meu fim.



Semanas depois (10/abril), publiquei o texto "2011 : UM ANO POSITIVO E PROMISSOR", onde fiz questão de registrar que, após a operação do meu rim direito, então completamente danificado, realizada pelo urologista pernambucano Tibério Moreno Siqueira Júnior, no Hospital Memorial São José (Derby, Recife), eu me sentia com o "corpo novo, vida nova". E de lembrar o lançamento do meu ebook CORAÇÃO PORTÁTIL, pela Emooby / Pubooteca, de Portugal, coincidentemente no mesmo dia em que foi realizada essa operação do meu rim direito (29 de março). Tive a condição de afirmar que o lançamento desse ebook, para mim, abria "as portas de um universo inteiramente novo para a minha poesia, o que é significativamente positivo e uma promessa de mais futuro para a minha vida."


Não tem erro. Sinto o que penso e penso o que sinto. Esta é uma convicção dos que acreditam na Poesia.


Seguindo em frente : em maio (dia 9), exatamente no dia do 126o. aniversário de nascimento do poeta pernambucano Ascenso Ferreira, tive a alegria de promover o lançamento, na Internet, do site da Panamerica Nordestal Editora e Produções Culturais - http://www.panamerica.net.br - , contando, como parceiros, com o meu filho João Guarani (webmaster) e com o meu amigo argentino Daniel Oscar Panno (webdesigner). Era a minha segunda grande alegria do ano. (Juareiz Correya)

AOS HOMENS

As mulheres não entram na tua vida,
como um raio de sol,
um acontecimento inesperado,
uma pedrada.
Já pertencem a ela, integram a tua vida
como o teu sangue, tua naturalidade,
tua terra.
Elas não são parte do teu destino
como uma dádiva de Deus.
As mulheres são o que tu crias
e a perfeição humana
do teu barro.
Existem como encanto e tragédia
e jamais viverás
sem que elas respirem
e te pronunciem.


Teu nome só existe
porque a mulher te identifica.



(Palmares, junho / 2004)