sábado, 30 de julho de 2011

AOS QUE VIERAM ANTES DE NÓS

"Em verdade, eu vivo numa era de trevas."
(À pOSTERIDADE, de Bertolt Brecht)




Na verdade, vivemos num mundo sem trevas
- a luz nos chega a um toque
instantâneo é o conhecimento
nenhuma palavra é desconhecida ou absurda.
Pau é pau pedra é pedra
e os nossos rostos
espelham naturalmente os corações.
Amamos e somos ensinados
a amar a vida
e rimos com o nosso prazer de viver
mesmo quando alguém lembra
tempos tristes e prenúncios apocalípticos.


Em nosso mundo é quase um crime
não falar em árvores,
nos sentimos alegres e justos
com os mandamentos da Ecologia,
a Paz existe e anda nas ruas
de braços dados com a Esperança,
e sabemos que os nossos amigos
jamais serão alcançados por aflições e torturas.


Comemos e bebemos e isso nos alegra tanto
que nunca imaginamos ser possível
que possa existir um mundo com Fome e com Sede
ou que a nossa comida e a nossa bebida
tenham sido tiradas de alguém.
Na verdade, todos comemos e bebemos juntos
em festivo e fraterno banquete universal.


Mas, por que é que nós
que somos a Posteridade,
que vivemos depois dos que mudaram
de pátria mais do que de camisa,
depois dos que fizeram a luta de classes
e resistiram sem desespero
para que vivessemos em um tempo de Justiça,
por que é que nós
nunca pensamos no passado
e vivemos o presente sem nenhuma gratidão
pelos que morreram sonhando
o futuro das nossas vidas ?



(Recife, sábado, 25/abril/2010)


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Do livro inédito POEMAS DO NOVO SÉCULO

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Justiça Brasileira asila o terrorista Battisti e mantém a expulsão do padre Miracapillo

O ÚLTIMO EXILADO

Pedro Eurico assumiu o caso do padre italiano Vito Miracapillo, que foi expulso do País na ditadura e nunca conseguiu tirar o visto permanente. O religioso fica na ponte aérea Recife-Itália como turista. Em 1993, o então presidente Itamar Franco revogou a expulsão do padre do Brasil, mas o Ministério da Justiça nega a regularização.



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A nota transcrita, publicada anteontem (Recife, segunda-feira, 18 de julho) na página DIA A DIA / Jornal do Commercio, da jornalista Roberta Jungmann, dá uma clara idéia de como é injusta a Justiça Brasileira, absurda mesmo. E nos lembra o tristemente famoso episódio recente do asilo ao terrorista Cesare Battisti, uma "conquista" do Brasil em matéria de Direito Internacional. Nada mais inglório. O nosso País, que já havia protagonizado antes, na década de 1980, a vergonhosa expulsão do padre italiano Vito Miracapillo (e recebia, ao mesmo tempo, com um carnaval carioca, o mega-ladrão inglês Ronald Biggs), continua pisando na bola, ou melhor, como faz com o nosso futebol, jogando a bola fora!!!, nas suas relações com a nação amiga Itália : dá asilo a um terrorista e mantém a injusta expulsão de um padre cujo crime foi a humanística defesa do povo pobre do município pernambucano de Ribeirão, região Mata Sul do Estado.

Lembramos, por isto, às autoridades brasileiras, a palavra exemplar de Dom Helder Camara, Arcebispo de Olinda e Recife, no clímax do infeliz episódio que macula, ainda hoje, a Justiça Brasileira :

"Em lugar de julgar os juízes da nossa Corte Suprema, prefiro dirigir-me ao Padre Vito : vá tranquilo, Padre Vito. Agradeço a Deus que você não leve travo nenhum em seu coração. Continuaremos a luta pacífica, mas corajosa, da qual você participou. Continuaremos, inclusive, a sustentar que defender os direitos humanos é direito e dever de todas as criaturas humanas, sobretudo os cristãos. Saiba que não é o povo brasileiro que o está expulsando. E alegra-me pensar que, assim que o Estatuto dos Estrangeiros assumir uma redação mais humana, você voltará a este país e a este povo que você leva em seu coração. (...) A Igreja, com a ajuda divina, não mudará sua linha pastoral, aprovada abertamente pelo Santo Padre, em sua inesquecível visita ao país." (Jornal do Brasil, Rio, 31/10/1980)
- Contracapa do livro O CASO MIRACAPILLO - CONFLITO ENTRE O ESTADO E A IGREJA NO BRASIL, de Vito Miracapillo, publicado pela Nordestal Editora/Comunicarte, Recife, PE, 1985.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

CORAÇÃO PORTÁTIL : "Universo"

UNIVERSO


"até que te tornes à terra
porque dela foste tomado;
és pó e em pó te tornarás."
(Genesis, Cap.3., vers.19)



somos tão pequenos...
e seremos muito e grandes
se chegarmos a ser
um grão do Pó.




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do ebook CORAÇÃO PORTÁTIL,
de Juareiz Correya
- Emooby/Pubooteca,
Ilha da Madeira, Portugal, 2011.


terça-feira, 12 de julho de 2011

QUANDO CHOVE SOBRE ATLÂNTICA

Quando chove sobre Atlântica
Parece que nunca mais veremos o Sol
Somos a humilde erva
O assustado mamífero
O animal sem abrigo
Que a senzala a casa grande a caverna de vidro do apartamento
Expõe aos ventos e aos castigos do vendaval
Como uma criatura perdida de Deus
Apenas vítima do medo sem fim


Quando chove sobre Atlântica
A terra é um rio no lugar da cidade
Um mar que não alimenta e não alegra o coração
Um tempo sem mais estações
Como se o dia não existisse
E a noite nublasse para sempre a luz




(Santo Amaro, Recife,
12/julho/2011)

sexta-feira, 8 de julho de 2011

SEMANA DE HERMILO 2011 (5) : "Semanas de Hermilo, para sempre"

Graças à sensibilidade de Luís Augusto Reis e Adriana Faria, que dirigiam o Centro de Formação e Pesquisa das Artes Cênicas Apolo-Hermilo em 2002, Palmares e o Recife se uniram para realizar a "I SEMANA HERMILO" em Palmares e no Recife. Dirigindo a Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho, na época, tivemos a alegria de empreender esse projeto que, já realizado nos limites da terra natal de Hermilo, se redimensionava com a sólida parceria da instituição da Prefeitura do Recife, para uma projeção ideal no Estado de Pernambuco. No mês do 85o. aniversário de nascimento do escritor pernambucano Hermilo Borba Filho, Palmares e o Recife festejaram, com sucesso, a reverência e a divulgação do seu nome e da sua obra com exposição de livros, fotografias, reportagens, vídeos, palestras e depoimentos de amigos e familiares, entrevistas televisadas, pela TV Universitária/UFPE, a partir do Teatro Hermilo Borba Filho, lançamento de livro e recital de poetas palmarenses, além de uma leitura dramática de O INSPETOR, de Gógol (revivendo a montagem original do TPN, datada de 1966). E assim foi realizada também a "II SEMANA", em 2003; no ano seguinte, dificuldades financeiras impediram a instituição palmarense de participar do projeto e esse problema se agravou, por outros motivos, de 2005 até hoje, verificando-se então a "alienação" da terra de Hermilo, à margem de uma realização cultural que é, naturalmente, parte dela.

A dedicação profissional de Lúcia Machado ao Centro Apolo-Hermilo e, mais particularmente, ao teatro pernambucano, comprometeriam a sua mente e o seu coração nesse empreendimento que é um modelo e um exemplo isolado, em Pernambuco, de reverência respeitosa e de compromisso com a palavra, a ação e a criação artística e literária de um dos intelectuais mais fecundos do universo cultural brasileiro na segunda metade do Século XX. As SEMANAS DE HERMILO realizadas no Recife, com o seu competente trabalho na direção do Apolo-Hermilo, evoluíram e se tornaram uma referência no calendário cultural da capital pernambucana. Sempre apoiada pelos familiares, amigos e admiradores de Hermilo, "os hermilianos" - um grupo de onde se destacam as figuras de Leda Alves e de Luís Augusto Reis -, o sonho de cada SEMANA HERMILO se concretizou, nos julhos recentes deste século XXI, por força do trabalho quase insano de Lúcia Machado.

Além de livros do próprio Hermilo, lançados em reedições e edições póstumas, a própria SEMANA tem gerado publicações que documentam a sua realização, num ato contínuo do espírito criativo da nossa terra que o homenageado inspira.

A edição deste HERMILO BORBA FILHO E A DRAMATURGIA : DIÁLOGOS PERNAMBUCANOS é mais um fruto da "SEMANA HERMILO". O projeto de Luís Augusto Reis amplia e enriquece a realização desse acontecimento cultural e compromete, vivamente, um segmento do universo artístico e cultural pernambucano com a obra de Hermilo Borba Filho. O múltiplo Hermilo, com todos os seus caminhos, permanece vivo e renascendo nas SEMANAS realizadas em sua homenagem. Resta apenas que Palmares volte a vivenciá-las também e que, nos próximos anos, mais estados do Nordeste e das outras regiões brasileiras sejam integrados ao roteiro das SEMANAS HERMILO, uma lição de vida verdadeira que merece ser mais conhecida, admirada e aplaudida pelas novas gerações. (JUAREIZ CORREYA)


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Transcrito do livro HERMILO BORBA FILHO
E A DRAMATURGIA: DIÁLOGOS PERNAMBUCANOS,
de Anco Márcio Tenório Vieira, João Denys
Araújo Leite e Luís Augusto Reis -
Organização e prefácio de Lúcia Machado
- Prefeitura do Recife / Secretaria de Cultura/
Fundação de Cultura Cidade do Recife,
Recife (PE), 2010

quinta-feira, 7 de julho de 2011

SEMANA DE HERMILO 2011 (4) : "Lembrança viva de um mestre"



"Os relatos que, agora, chegam ao leitor revelam algumas, das muitas facetas, de Hermilo Borba Filho. São inéditos. Guardam, ainda, o calor de uma profunda emoção, a lembrança viva de episódios - alguns deles, pitorescos. Falam de ensinamentos que ele compartilhou com todos - mestre do palco, amigo, amante da vida. A voz é a de quem trabalhou e conviveu com ele; de quem se debruçou sobre a sua obra, o seu legado." (LÚCIA MACHADO,atriz, diretora do Centro Apolo-Hermilo,do Recife)

"Falar do criador Hermilo Borba Filho e seu importante lugar na cultura brasileira é tarefa prazerosa tanto para os que com ele conviveram quanto para os seus estudiosos e pesquisadores." (HELOÍSA ARCOVERDE DE MORAIS,professora, escritora, gerente de literatura da Fundação de Cultura Cidade do Recife)

"Desta vez, porém, o que predomina é a memória de quem conviveu com Hermilo Borba Filho, muito embora também exista neste livro a palavra de alguns artistas e de pesquisadores que, mesmo sem terem trabalhado com ele, aproximaram-se de suas idéias por meio de seus escritos ou por meio de suas encenações." (LUÍS AUGUSTO REIS,jornalista, professor de teatro, ex-diretor adjunto do Centro Apolo-Hermilo)

"Ele não se esforçava para ser lider, ele era lider. Trabalhei com muitos outros encenadores, mas jamais penso em ENCENADOR, sem me lembrar de Hermilo." (CARLOS REIS,ator e encenador)

"Enfim,como Carlos (Reis), eu também tive oportunidade de trabalhar com muitos diretores, e o que me encanta até hoje são as coisas que eu tive oportunidade de ver e de participar com Hermilo. Por exemplo, o Bumba-meu-boi..." (GERMANO HAIUT, ator e empresário)

"Então, Hermilo foi mais do que essas qualidades de encenador, de grande escritor... Ele foi um mentor para mim, foi o meu irmão. Ele foi o irmão que eu nunca tive." (JANICE HULAK, atriz, cenógrafa, psicóloga clínica)

"Um mestre é muito importante, porque ele ilumina suas idéias ainda em formação e cria muitas pontes. Foi a partir dessas pontes que, se eu fizer uma retrospectiva da minha vida, do que eu conquistei até hoje, tudo começou a ser construído. Justamente naquele momento que eu conheci Hermilo." (ZOCA MADUREIRA,músico, compositor, pesquisador e maestro)

"Hermilo foi me encorajando a descobrir o que tinha dentro de mim, a não ter vergonha de ser eu mesmo. Eu me devo a Hermilo." (JOSÉ CLÁUDIO, pintor e escritor)

"Tive o privilégio de ser sua aluna, de ser dirigida por ele, de ser amiga e mulher. Hermilo ensinou coisas fundamentais para a minha vida; eu tinha por ele uma admiração permanente, constante. Sem fazer dele nenhum herói perfeito, quem convivia com Hermilo percebia, através das pequenas e grandes decisões que a vida impunha a ele, muita responsabilidade, muita sensibilidade, muito cuidado com os outros." (LEDA ALVES, atriz, companheira de Hermilo, diretora do Teatro de Santa Isabel)

"Hermilo era rigorosíssimo em relação ao texto. Obrigava o ator a respeitar o que o autor escrevia. E esse foi o meu primeiro impacto com essa gente." (CARLOS REIS)

"Hermilo é imenso e inesgotável, como criador. A proibição do seu romance MARGEM DAS LEMBRANÇAS, quando traduzido para a Argentina, e é proibido como obra pornográfica, é um capítulo histórico da literatura brasileira." (JUAREIZ CORREYA, escritor, editor, presidente da Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho)

"Ele era um homem universal na sua cultura, e na sua fabulosa facilidade para ser o homem de teatro completo." (RUBEM ROCHA FILHO, escritor, ator e encenador)

"A cidade ficava na expectativa de cada espetáculo do TPN que ia estrear, porque sabíamos que vinha alguma coisa nova; alguma coisa de estimulante, de instigante aconteceria nessa nova montagem." (MARCO CAMAROTTI,escritor, encenador e arte-educador)

"Eu estreei em teatro em 1945, quando eu nasci. Porque tudo era feito lá em casa. O Teatro do Estudante era ensaiado no quintal de casa. Não tinha como escapar, eu acompanhava os ensaios." (ALFREDO BORBA, ator, filho de Hermilo, gerente do Centro Apolo-Hermilo)

"Foi interessante porque o meu primeiro curso de teatro e as primeiras pessoas importantes na minha formação foram discípulos de Hermilo : Marcus Siqueira e Luiz Maurício Carvalheira." (JOÃO DENYS, escritor, ator, encenador, cenógrafo, figurinista)

"A cidade toda é testemunha : as coisas mais importantes daquela época se iniciaram ou aconteceram no Teatro Popular do Nordeste." (GERMANO HAIUT)

"Hermilo investigou em profundidade os brinquedos e seus mestres, sem perder a perspectiva do teatro praticado no restante do mundo." (RONALDO BRITO, dramaturgo, contista, roteirista de filmes e documentários)

"Aprendi demais com ele. Foi meu diretor em várias oportunidades. Aprendi com o homem Hermilo a lidar com as pessoas, aprendi a amar as coisas como ele amou." (JOSÉ PIMENTEL, ator, encenador e produtor teatral)

"De todas as obras que eu li, aquela que mais me encantou foi SOBRADOS E MOCAMBOS. Foi com ela que vim a trabalhar, pelo lado do erotismo exacerbado e pelo diálogo que Hermilo estabelece com Gilberto Freyre." (ANTONIO CADENGUE, ensaísta, encenador, diretor da Companhia de Teatro de Seraphim)

"Queria terminar aqui com o Alfredo ou com a Leda, mas eu queria mesmo era terminar com o próprio Hermilo. Com o começo de MARGEM DAS LEMBRANÇAS, um romance sensacional, na minha opinião um dos dez melhores romances da literatura nacional. Ele tem um começo que é bem a cara de Hermilo..." (CRISTIANO RAMOS, jornalista e crítico literário)


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Fragmentos de entrevistas reunidas no livro
HERMILO - LEMBRANÇA VIVA DE UM MESTRE,
organizado por Lúcia Machado,
com a participação especial de Cristiano Ramos
- Prefeitura do Recife / Secretaria de Cultura /
Fundação de Cultura Cidade do Recife
- Recife, 2007

quarta-feira, 6 de julho de 2011

SEMANA DE HERMILO 2011 (3) : "Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho"

"A Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho, criada em Palmares, é uma homenagem desta cidade, em memória do escritor Hermilo Borba Filho, nascido no Engenho Verde, território do município, no dia 8 de julho de 1917, e falecido no Recife em 1976.

Mais do que qualquer outro intelectual e artista criador natural de Palmares, Hermilo Borba Filho, em sua extensa obra, dimensionou e perpetuou Palmares, criando, em contos e romances, publicados no Brasil e no Exterior, um retrato inusitado e mágico do Nordeste e do homem de sua terra, tudo vivendo pelo universo inteiro de uma única cidade - Palmares. Em todos os seus livros escritos,Hermilo Borba Filho criou, recriou, inventou, dimensionou e redimensionou o Homem - a partir de Palmares, em um mundo mítico que, em lugar de se exaurir, de se esgotar, renasceu para a eternidade em cada nova história. Os seus romances - OS CAMINHOS DA SOLIDÃO, SOL DAS ALMAS - e a espinha dorsal de sua tetralogia "Um Cavalheiro da Segunda Decadência" (MARGEM DAS LEMBRANÇAS, A PORTEIRA DO MUNDO, O CAVALO DA NOITE, DEUS NO PASTO) são Palmares inteira e viva; a sua trilogia de contos é só Palmares : O GENERAL ESTÁ PINTANDO, SETE DIAS A CAVALO e AS MENINAS DO SOBRADO, e também a sua novela OS AMBULANTES DE DEUS, publicada postumamente, que é Palmares da primeira à última página. Na verdade, a sua obra cumpria - ao se realizar artisticamente - o que ele confessou sem medo : "verifico, ao mesmo tempo, com uma grande alegria e com uma grande dor, que Palmares é a minha marca para toda a vida". Mais do que isso, Palmares foi o sangue vital de tudo o que o seu coração humano criou. E está, por isso, perpetuada em sua criação.

A homenagem da cidade, ao instituir a Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho, não é só justa, mas necessária. Mesmo póstuma, esta homenagem prova que nunca é tarde para se fazer justiça e promove, evidentemente, a certeza de que os verdadeiros valores culturais - a exemplo deste artista que soube ser com dignidade um homem do seu tempo - não morrem, permanecendo para sempre lembrados." (JUAREIZ CORREYA)


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Apresentação do projeto da FUNDAÇÃO CASA DA CULTURA
HERMILO BORBA FILHO - publicado em livreto pela fundação
de Palmares (PE) no ano de 1984 -,instituída pela Lei
Municipal No. 896, de 8 de julho de 1983, e inaugurada
no dia 29 de julho de 1984, na administração do Prefeito
Luís Portela de Carvalho.

terça-feira, 5 de julho de 2011

SEMANA DE HERMILO 2011 : "Reabertura Oficial do Teatro Cinema Apolo"






"Hoje, como sempre, estamos atentos para que o sentimento de gratidão prevaleça.
Temos muito o que agradecer - "graças à Vida", como nos ensinou a poetisa chilena Violeta Parra.
Agradecemos a Hermilo - pela luz do seu espírito criador, que edifica esta Casa. Agradecemos ao Povo de Palmares, que é Palmares, marca de Hermilo para toda a vida.
Agradecemos, em memória, a Luiz Portela de Carvalho, Prefeito de Palmares que teve a iniciativa de criar esta instituição cultural.
Agradecemos a Francisco de Assis Rodrigues, Prefeito de Palmares, nosso Prefeito, por sua confiança em nosso trabalho.
Agradecemos a Leda Alves, companheira de Hermilo e assessora do Governador, a Vanja Carneiro Campos, escritora e Chefe de Gabinete do Governador, e ao jornalista Ricardo Leitão, amigos e incentivadores do que realizamos até agora e de tudo o que ainda poderemos realizar à frente desta Fundação.
E agradecemos ao Governador Miguel Arraes - eterno Governador do Estado de Pernambuco - pela sua vida comprometida com o nosso Povo, por sua identidade com Palmares, histórica, política e cultural, e, hoje, mais do que nunca, por sua presença viva na reconstrução do Teatro Cinema Apolo - a Casa de Hermilo, a Casa da Cultura de Palmares.
E Viva Hermilo ! E Viva a Vida ! (JUAREIZ CORREYA)



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Discurso do presidente da Fundação Casa da Cultura
Hermilo Borba Filho pronunciado no ato da reabertura
oficial do Teatro Cinema Apolo, dia 13 de setembro/98
(Transcrição do editorial do Informativo RIO UNA,
da Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho,
No.8, Ano 15, Palmares, PE, novembro de 1998)

segunda-feira, 4 de julho de 2011

SEMANA DE HERMILO 2011 : 94 ANOS DO ESCRITOR HERMILO BORBA FILHO

"SEMANA DE HERMILO
- Homenagem ao 81o. aniversário de nascimento (8 de julho) do patrono da Fundação, escritor Hermilo Borba Filho. Realizada excepcionalmente em setembro, na reabertura do Teatro Cinema Apolo. Sessões especiais de cinema, vídeo, palestras, teatro e música, para convidados e o público em geral (4 a 30 de setembro)."


(Transcrito do Relatório de Atividades/Ano 1998, da Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho, publicado no Informativo Rio Una, No. 9, Ano 15, Palmares (PE), Abril de 1999)

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Na primeira SEMANA DE HERMILO, realizada em setembro de 1998, além
da reabertura oficial do Teatro Cinema Apolo, em reforma realizada pelo Governo de Pernambuco e pela Prefeitura dos Palmares, ocorreu a estréia da peça teatral QUEM É RICO MORRE INCHADO, texto de Hermilo Borba Filho, adaptado pelo diretor Carlos Carvalho, em montagem inaugural do Grupo TREM - Teatro Regional do Estudante da Mata, mantido pela instituição palmarense; foi realizada uma palestra sobre "Hermilo e o Teatro", apresentada pelo professor, ator e escritor convidado Luiz Maurício Carvalheira; e no palco do Teatro Cinema Apolo ocorreu também a apresentação especial da "Orquestra Cidade dos Palmares", regida pelo maestro recifense Ademir Araújo, criada e mantida pela Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho.

O ato oficial de reabertura do Teatro Cinema Apolo foi promovido pelo
Prefeito dos Palmares, Francisco de Assis Rodrigues, e pela primeira-dama do Estado, Sra. Madalena Arraes, representando o Governador Miguel Arraes de Alencar, ao lado de autoridades municipais e estaduais, convidados especiais e do povo palmarense.

Leda Alves, companheira de Hermilo Borba Filho, expressou sua gratidão ao Governo do Estado e à Prefeitura dos Palmares "pelo trabalho em conjunto que preserva e mantém em atividade o Teatro Cinema Apolo."