domingo, 22 de dezembro de 2013

EU E OUTROS "JUAREZ CORREIA" (3)




(continua)......................................................................

"Destaquei, das primeiras páginas do Google, inicialmente, esta seleçãode 70 "xarás" que passam a ser, a partir desta publicação, naturalmente, meus companheiros de identidade :


Juarez Correia "Amorim Filho" 
(Taxista, Maceió, AL)

Juarez Correia "Barbosa"
(Advogado, Ceará / ver www.advocatus.com.br)

Juarez Correia 
(Coordenador de operações de linha férrea /
  Americana, SP)

Juarez Correia "Félix" 
(São Paulo, SP)

Juarez Correia "Neto"
(Universitário / Faculdade Metropolitana,
 Porto Velho, RO)

Juarez Correia "Simões"
(Boina Azul da ONU)

Juarez Correia "de Azevedo"
(Proprietário do Engenho Paraná /
 Aliança, PE)

"José" Juarez Correia 
(Blog do Juares)

Juarez Correia "de Oliveira"
(Fotógrafo / Álbum PICASA)

Juarez Correia "Gomes Junior" 
(Advogado / Recife, PE)

Juarez Correia "de Souza" 
(Conselho Tutelar / Ribeirão Preto, SP)

Juarez Correia "Aguiar" 
(Facebook)

Juarez Correia "de Araújo" 
(Ilha Solteira, SP)

Juarez Correia "Perz" 
(Jardim Esmeralda / Mogi, RJ)

Juarez Correia "Franco" 
(Facebook)

"Carlos" Juarez Corrêa
(Cantor, MPB, Blog)

Juarez Correia "Amorim" 
(Site WOOKI)

Juarez Correia "Moura" 
(Empresário)

Juarez Correia "Ribeiro" 
(Jequié, BA)

"José" Juarez Corrêa
(Facebook)

Juarez Correia "de Souza" 
(Enfermeiro / FESP, São Paulo, SP)

Juarez Correia "Aguiar" 
(Treinador de produção / Facebook)

Juarez Correia "de Oliveira"
(Diário Oficial / São Paulo, SP)

Juarez Correia "da Luz" 
(Bar / Curitiba, PR)

"Mário Rocio" Juárez Correia 
(Google+)

........................................................

E tem mais...



domingo, 8 de dezembro de 2013

EU E OUTROS "JUAREZ CORREIA" (2)




"(...)

Destaquei, das primeiras páginas do Google, inicialmente, esta seleção de 70 "xarás" que passam a ser, a partir desta publicação, naturalmente, meus companheiros de identidade" :
...............................................................................................


"Carlos" Juarez Corrêa
(http://carlosjuarezcorrea.blogspot.com)

Juarez Correia  
(Cantor, MPB / Curitiba, PR)

Juarez Correia 
(Rede Sonico / São Paulo, SP)

Juarez Correia "da Silva" 
(Jardim Alegria, Francisco Morato, SP)

Juarez Corrêa "da Silveira"
(VIII Encontro de Periodontia Professor Juarez Corrêa da Silveira /
 Hotel Ouro Minas, Belo Horizonte, MG)

Juarez Correia "de Araújo"
(Empresário, fazendeiro / Fazenda Oásis, Gravatá, PE)

Juarez Correia "Lins"
(Estudante  / Coruripe, AL)

Juarez Correia "Ribeiro"
(Rotary Club, Itabuna-Sul, BA)

Juarez Correia "da Silva"
(Estofador / Nova Iguaçu, RJ)

Juarez Corrêa
(Jornalista, chargista, escritor / São Bernardo, SP)

Juarez Correia 
(Empresário / Mucuri, AL)

Juarez Correia "de Souza" 
(Curitiba, PR)

Juarez Correia "Nobre" 
(Bairro Vila Baquit, Quixadá, CE)

Juarez Correia "de Oliveira"
(Ver site : RECLAME AQUI)

Juarez Correia "Brasil"
(Servidor Estadual / Maceió, AL)

Juarez Correia "dos Anjos" 
(Funcionário público /  Brasília, DF)

"Sérgio" Juarez Correa 
(Professor / Matamoros, México)

Juarez Correia  
(Vigilante, sindicalista / Curitiba, PR)

Juarez Correia  
(Empresa comercial / Madrid, Espanha)

Juarez Correia  
(Policial aposentado / Mogi, SP)


______________
continua...




domingo, 1 de dezembro de 2013

EU E OUTROS "JUAREZ CORREIA"






     Meu nome é Juarez Barbosa Correia, nascido em Palmares (PE), em setembro de 1951, filho de pai alagoano - José Benedito Correia  - e de mãe pernambucana - Maria do Carmo Barbosa Correia. Publiquei os meus primeiros trabalhos (um livro sem título, em São Paulo, 1971, assinei uma coluna de arte no Diário do Grande ABC, de Santo André, SP, e  uma antologia, POETAS DE PALMARES, 1973, na minha cidade natal) com o nome Juarez Correia e, a partir de 1975, passei a assinar o que escrevia e publicava desta forma : Juhareiz Correya, depois, simplesmente, Juareiz Correya.  

     A minha intenção, ao mudar a grafia do meu nome, cuja pronúncia é a mesma do nome de batismo, era apenas para criar uma grafia diferente, mais artística ?, não tão comum, funcionando como uma espécie de pseudônimo... Só isto. Mas, na verdade, consegui fazer muito mais do que simplesmente mudar a grafia do nome.
   
     Em pesquisa recente no Google, verifiquei que o nome Juarez Correia tem 1.500.000 registros; e que o nome Juareiz Correya tem 1.960.000 registros. Este meu nome literário é mesmo outra história e me distanciou, como se eu tivesse previsto isso, de uma multidão de "homônimos e homógrafos perfeitos e imperfeitos".  Descobri que é como se o nome e o sobrenome  Juarez Correia assumissem, até hoje, a condição de um nome composto, devidamente complementado com pre-nomes e sobrenomes das distintas famílias dos novos "Juarez Correia". 

     Nessa pesquisa na Internet encontrei figuras atuantes e expressivas em suas cidades e atividades profissionais e tive a grata alegria de constatar que alguns são homens dedicados à Literatura e à Educação. Gente de vários Estados brasileiros e até do México.   Destaquei, das primeiras páginas registradas no Google, inicialmente,  esta seleção de 70 "xarás" que passam a ser, a partir desta publicação, naturalmente, meus "companheiros de identidade" :

     Rua Juarez Correia "Lima" 
     (Horizonte, CE)

     Juarez Correia 
     (Secretário de Obras/Prefeitura de Itanhém, BA)

     Juarez Correia "Brasil" 
     (Em Serraria, Maceió, AL)

     Juarez Correia "Lima" 
     (Recife, PE)

     Juarez Correia  
     (Empresário / Café Ticiana, Itanhaém, SP)

     Juarez Correia "Barbosa"  
     (Advogado, Fortaleza, CE)

     Juarez Correia "Barros Junior" 
     (Escritor, diretor do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho / Ministério do Trabalho e Emprego, Brasília, DF)

     "Bruno"Juarez Correia 
     (Avenida, em Itaituba, PA)

     Juarez Correia "da Luz" 
     (Site de empresas Wooki / Curitiba, PR)

     Juarez Correia "Lima" 
     (http://twitter.com/juarezcorreial1)

     Juarez Correia "Ribeiro" 
     (Rotary Internacional, Itabuna, BA)

     Juarez Correia "do Nascimento" 
     (Aparecida do Taboado, MS)

     Juarez Correia "de Figueiredo" 
     (Médico, Rio de Janeiro, RJ)

     Juarez Correia "Barros" 
     (Escritor, autor de "O Engenho Bonito"
       -http://engenhobonito.com.br)






    

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O SONHO DA CIDADE DE LUIZ DE MIRANDA






Indiferente à vida do poeta
("Importante é a sua obra",
dizem os práticos contemporâneos),
a cidade sonha mais do que ele
a glória que nenhum gaúcho lhe deu :
um prêmio internacional,
maior entre todos,
que poderá ser também o primeiro do Brasil.
É glória da terra
pra ninguém botar defeito, tchê !
Pois nenhum Estado brasileiro
tem um Nobel de Literatura
para orgulhar a sua Cultura !


Mas ninguém quer saber onde mora o poeta
(que poderá ser uma referência turística na cidade)
nem como vive nem do que vive...
Ninguém em Porto Alegre sabe,
nem quer saber!,
que o poeta não tem emprego,
nem lugar onde morar,
onde comer e dormir.
Não há notícia no mundo de um Prêmio Nobel
que vive de esmola de amigos
esquecido e marginalizado
pelas instituições e governos
que bajularão de Última Hora a sua companhia
e a contemporaneidade da sua fama.


Mas não esqueçam :
O NOBEL É NOSSO ! 
E uma cidade que tem um Nobel de Literatura
é auto-suficiente  bastante
para não querer saber de mais nada
(até mesmo do poeta que o conquistou).



Juareiz Correya 

(Recife, 22/novembro/2013) 



quinta-feira, 14 de novembro de 2013

BIENAL EM SALVADOR E VOZES DA TERRA : NOTÍCIAS DE FRANKLIN MAXADO






     O poeta, jornalista e estudioso de literatura de cordel Franklin Maxado, meu amigo de longa data, desde a década de 1980, do tempo em que ele trabalhava na sucursal paulistana do jornal CIDADE DE SANTOS, encamnhou email (13/novembro) com convite

"para minha apresentação, sexta-feira, dia 15 (amanhã), às 19 horas, na BIENAL DO LIVRO em Salvador, onde me encontro diariamente com a minha banca de cordel e xilogravuras e meu livro O QUE É O CORDEL NA LITERATURA POPULAR.   

     Em Feira de Santana (terra natal do poeta), estarei cantando dia 27 próximo no FESTIVAL VOZES DA TERRA, no Centro de Cultura Amélio Amorim, a música "O Nordeste Agora Vai". 
E, relatando minhas atividades, dia 11 de dezembro, encerro o ciclo de Leituras Públicas, às 17 horas, no Gabinete Português de Leitura, em Salvador.  

     Abraços, Franklin Maxado." 



     Continua na estrada o meu amigo, bom poeta baiano Franklin Maxado, fazendo o que sabe muito bem fazer : divulgando, com dedicação e competência invulgar, a sua poesia e a poesia popular dos cordelistas nordestinos. (Juareiz Correya.)









     

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

CORAÇÃO PORTÁTIL : "OUTEMBRO"







setembro é tão determinador  
de novembro e dezembro  
que outubro 
deveria se chamar 
OUTEMBRO 





(Do ebook CORAÇÃO PORTÁTIL,4a. edição, 
a ser lançado pela Panamerica Nordestal Editora) 






quinta-feira, 26 de setembro de 2013

SETEMBROS DE LIVROS IMPRESSOS, ELETRÔNICOS, E DE LIVRARIA VIRTUAL





     Neste setembro de 2013 alcanço a boa idade de 62 anos, com 43 destes dedicados a minha pequena poesia e um tempo um pouco menor dedicado a publicação de livros, desde a minha primeira experiência editorial no ano de 1971, quando publiquei o meu primeiro título (aliás, um livro sem título, apenas com o meu nome - juarez b. correia -  na capa toda branca, em São Paulo, SP) em sacrificada edição do autor.  De volta a Pernambuco, em 1973, uma experiência ainda mais comprometida com o livro concretizada com a criação da Editora Palmares na minha cidade natal (Palmares, PE) e a publicação de um único título : a antologia POETAS DOS PALMARES.  Além dessa atividade, me vi motivado pela música popular, à frente de de um pequeno festival promovido ainda em Palmares, uma parceria autoral com o compositor pernambucano, de Pesqueira, Paulo Diniz, resultando em algumas canções gravadas e uma pioneira Cantoria da Música Nordestina, que organizamos e realizamos no Recife co-produzida com a Rede Globo Nordeste. Nesse tempo criei, em sociedade com Paulo Diniz, a Nordestal Produções Artísticas, sediada em São Paulo (SP) e, em 1980, voltei a me dedicar inteiramente aos livros, fundando, no Recife (sem a participação de Paulo Diniz), a Nordestal Editora e Distribuidora (hoje a Panamerica Nordestal Editora e Produções Culturais, dirigida pelos meus filhos).

     Seguindo adiante por esse caminho não tinha uma pedra itabirana mas sempre as voltas que o mundo dá para Palmares, onde sonhei um sonho maior do que eu e pude, com uma pequena ajuda dos amigos,  idealizar a instituição da Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho, a primeira fundação cultural criada no interior de Pernambuco, hoje com os seus 30 anos bem crescidos.  Aprendi muito nessa alegria de viver o meu destino de poeta menor, doutor de coisa nenhuma e com a dose de doidice necessária à lucidez de toda aventura humana.

     Ao completar 50 anos de idade publiquei em Palmares, dirigindo pela segunda vez a Fundação Hermilo Borba Filho, um livreto de poesia intitulado 50 SETEMBROS, reproduzindo alguns poemas divulgados em cordéis, livretos e livros de minha autoria, apenas para distribuição junto a familiares, amigos e conhecidos.

     Até aí, e ainda em 2010, quando publiquei o livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20, me vi comprometido com a produção de textos impressos, a tradicional e clássica forma de divulgação literária como conhecemos no mundo cultural que vivenciamos até hoje.  Mas, no ano seguinte, passei a me dedicar ao livro eletrônico, com a sorte de, no início do ano, lançar pela editora portuguesa Emooby Pubooteca o meu primeiro ebook - CORAÇÃO PORTÁTIL -, pequeno livro de poesia que já havia sido impresso em duas edições anteriores.  E, em setembro de 2011, nos meus 60 anos de idade, publiquei, no Recife, o segundo ebook - 60 SETEMBROS  (Poemas de 2011) -, para não perder o jeito de lembrar a minha vida comprometida com a poesia.

     A Panamerica Nordestal Editora e Produções Culturais já vive na Internet (www.panamerica.net.br) há mais de um ano e, neste mês de setembro de 2013, tenho a sorte de lançar, em companhia dos meus filhos José Terra e João Guarani, responsáveis pela editora,  não apenas um livro mas,  UMA LIVRARIA, inteiramente virtual (divulgaremos o seu endereço eletrônico em breve) : a Panamerica Livraria - Ebooks do Brasil, das Américas, Portugal e Espanha.  Um presente para todos os futuros setembros que viveremos.  


Juareiz Correya 

(Boa Vista, Recife / setembro de 2013) 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

TODOS OS SETEMBROS






Setembro não é negro 
e não tem apenas 
o norte-americano dia 11 
para ser lembrado no mundo. 

Setembro é o mês 
da Carta da Terra  
que os povos irmanados  
escreveram e proclamaram  
para a paz permanente  
de todos os corações. 

Setembro é mais colorido  
do que as transmissões televisivas  
as tintas importadas  
os times de futebol  
as infinitas combinações computadorizadas  
os olhos a pele os pelos  
as flores dos cus e das bucetas  
de todas as mulheres.   

Setembro explode  
e não é uma bomba 
um míssil teleguiado 
um ataque suicida  
um terrorista na multidão 

Setembro explode a sua festa  
como um céu nascente 
de supernovas estrelas  
e sóis flamejando 
auroras e primaveras  
amores e vidas




                      JUAREIZ CORREYA  

                        (Olinda, 2006) 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

ESTADOS UNIDOS X BRASIL




O Brasil é amigo,
inimigo ou um problema
para os Estados Unidos ?,
quer saber o Presidente Obama.


O povo brasileiro
pode muito bem dizer :
Os Estados Unidos
são um amigo da nossa riqueza,
inimigo da nossa liberdade
e um problema (uma desordem)
para o nosso progresso nacional.



Juareiz Correya 

(Boa Vista, Recife,
 3 / setembro / 2013) 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

CORAÇÃO PORTÁTIL : 4a. edição será publicada neste ano pela Panamerica Nordestal Editora





     Com 40 novos poemetos, a Panamerica Nordestal Editora publicará, ainda neste ano de 2013, a 4a. edição do livro CORAÇÃO PORTÁTIL, de minha autoria, que circulou em duas edições impressas (1984 e 1999) e em ebook da Emooby Pubooteca, da Ilha da Madeira, Portugal (2011).  A nova edição de CORAÇÃO PORTÁTIL será lançada pelo selo editorial Ebooks Panamerica, que iniciará, em setembro próximo, a publicação eletrônica de vários autores pernambucanos e nordestinos.

     Os novos poemetos incluídos na 4a. edição de CORAÇÃO PORTÁTIL foram escritos de 2011 até os dias de hoje e alguns estão divulgados no Facebook (http://www.facebook.com/JuareizCorreya) e no Twitter  (http://twitter.com/juareizcorreya).  Estes são alguns títulos de poemetos incluídos no ebook :  onu x democraciaaos sobreviventes, a poesia é uma fêmea, imagens sem vida, leituras, ontens e hoje, teu mel, mensagem aos vândalos, sobre prosa e poesia, para o invencível nelson mandela, vivendo e aprendendo a viver, poemetos, a tua dimensão, à luz da manhã, o que é feliz e o que é bom, madura idade ou a passagem dos anos, rua lua, tempo do poema, madrugada nua,  o sol do recife. 
(JUAREIZ CORREYA) 

sábado, 10 de agosto de 2013

A Revista CONTINENTE e os poetas brasileiros contemporâneos






       Em pesquisa iniciada no ano passado, no Arquivo da Companhia Editora de Pernambuco - CEPE, encontrei uma rica produção poética contemporânea, publicada desde o primeiro ano (2001) de edição da Revista CONTINENTE (http://www.revistacontinente.com.br), importante periódico cultural da editora da Secretaria da Casa Civil/Governo de Pernambuco, que é responsável também pela edição do Diário Oficial de Pernambuco (http://www.cepe.com.br/diario), além de promover o lançamento de livros de jornalistas, ensaístas, historiadores, cientistas, romancistas, contistas, cronistas, poetas e dramaturgos pernambucanos.  A revista manteve, na primeira década deste Século, uma seção dedicada à Poesia que expôs, com destaque, em uma ou mais de uma página, textos poéticos de autores atuantes na cena literária de Pernambuco, do Nordeste e de outros Estados brasileiros.  Alguns desses textos já fazem parte de publicações dos diversos autores, outros foram publicados unicamente na Revista CONTINENTE, e todo o conjunto permanece naturalmente arquivado.

     Esse conjunto, um volume de poemas que retrata, na primeira década do Século 21, uma amostragem expressiva de mais de 70 poetas brasileiros contemporâneos, será editorado em um ebook que estamos organizando para publicação no próximo ano de 2014.  Nesse ebook os leitores / internautas encontrarão, entre outros, poemas de José Almino, Francisco Brennand, Weydson Barros Leal, Frederico Barbosa, Sérgio Castro Pinto, Débora Brennand, Lucila Nogueira, Luiz Alberto Moniz Bandeira, Adriano Espínola, César Leal, Sílvio Pessoa, Rodrigo Garcia Lopes, Milton de Lima Sousa, Jussara Salazar, Lau Siqueira,
Pedro Américo de Farias, Fábio de Andrade, Almir Castro Barros, Francisco Bandeira de Melo, José Mário Rodrigues, Maria Lúcia Chiappetta, Afonso Romano de Sant'Anna, Dione Barreto, Alberto da Cunha Melo, Lucas Tenório, José Inácio Vieira de Melo, Márcia Maia, Lenilde Freitas, Carlos Nejar, Antônio Botelho.  (Texto de JUAREIZ CORREYA) 

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

PARA O INVENCÍVEL NELSON MANDELA





Um homem livre 
Não tem nada a temer  
Não tem sequer  medo 
De perder a própria vida. 
A sua alma é invencível 
Mesmo que o corpo seja prisioneiro 
Condenado anos por injustiças  
Desgraças cotidianas  
Solidão entre milhões de irmãos e filhos  
E limites do seu tempo de existência. 


                                      Juareiz Correya 

                      (Recife, 5 de agosto / 2013) 

quinta-feira, 27 de junho de 2013

MENSAGEM AOS VÂNDALOS





"A mão que afaga é a mesma que apedreja."
                                (Augusto dos Anjos)



O poeta, da Eternidade,
diria aos vândalos :
"A mão que constrói
cria, da pedra, beleza.
A mão que destrói
apenas apedreja." 



                     Juareiz Correya


     (Recife, 27/junho/2013)

sábado, 22 de junho de 2013

"LIVRO LIVRE" : É UM BEM COLETIVO OU UM BEM SEM VALOR ?





     Bibliotecas que não controlam empréstimos; leitores que são incentivados a ler, devolver ou passar adiante o que fica, gratuitamente, à disposição do público...  Em Brasília, Fortaleza e outras grandes cidades, "iniciativas parecidas ganham força", é o que informa o DIARIO DO NORDESTE (http://diariodonordeste.globo.com)

     Todo esse "bem coletivo" inventado  é mesmo um grande desperdício.  Não valoriza o livro e não incentiva, para valer,  leitor nenhum...É só uma prova de que O LIVRO, impresso e caro, está a cada novo dia perdendo o seu valor. As bibliotecas não atualizam os seus acervos, não compram e valorizam livros  de editoras e de autores locais, e as poucas livrarias, também com essa receita, estão fechando e desaparecendo...

     O LIVRO, impresso ou digital, é um bem imprescindível para qualquer cidadão.  Mas devidamente valorizado.  "Livro livre", de graça, distribuído a torto e a direito como um produto qualquer, não tem mesmo o menor valor... Sobretudo para quem nunca foi e não é leitor !  ISSO NÃO É CRIAR ACESSO AO LIVRO E SIM CONTRIBUIR PARA A SUA DESVALORIZAÇÃO !

     O Livro, o Escritor e o Editor precisam, acima de tudo, de respeito.
                                                                                                   

                                                                                                Juareiz Correya 

                                                                           (IPSEP, Recife,  22 de junho / 2013)
                                                                                                       


domingo, 16 de junho de 2013

TEU MEL




Mel da tua pele 
Macio corpo  
Mel do teu rosto  
Cabelos soltos 
Mel dos teus olhos  
Folhas castanhas 
Mel da tua boca  
Palavras puras  
Mel do teu sexo  
Mais doce mel  




(Recife, março / 2013)

quinta-feira, 6 de junho de 2013

ONTENS E HOJE




                        para Giovanna.



Há muitos ontens
Tu só me vias 
E eu nem sabia
Que existias.
Hoje eu só te vejo
E se não te vejo 
Não nasce o dia.  





Juareiz Correya
(Recife, junho 2013)




quarta-feira, 5 de junho de 2013

INFERNO DO RECIFE





Fechou-se o tempo.
Abriu-se o mar do céu. 
O Recife é um arquipélago submerso.
Continente perdido, terra de ninguém.
Chove na cidade inteira :
Mais fodida do que a sua gente. 
A chuva não é um prazer, um gozo cósmico.
E não fecundará nada. 
Mergulhamos no Inferno do Inverno !



Juareiz Correya

(Recife, 5 de junho/2013)

domingo, 12 de maio de 2013

MENSAJE DE LOS QUE VAN A MORIR, de Juareiz Correya (Tradução de Héctor Pellizzi)






Señores del Mundo,
hermanos de la Guerra, 
dioses del Holocausto,
poderosos proprietarios del Arsenal Atômico
que apagará los milênios
y destruirá la Tierra cien veces !
Gobernantes, 
bestias-feras suicidas, 
con sus Estados Unidos,
sus Rusias, sus Chinas, 
sus Organizadas Naciones Unidas :
el Apocalipsis no tiene dia seguinte,
y para que todas las vidas de la Tierra
- al alcance de sus maquinaciones -
sean destruidas,
basta programar el Fin Nuclear 
UNA UNICA VEZ.



______________________________________________
Tradução do poema "Mensagem dos que vão morrer",
de Juareiz Correya, publicado no livro 
AMERICANTO AMAR AMÉRICA
E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20
- Panamerica Nordestal Editora, Recife, PE, 2010

quarta-feira, 1 de maio de 2013

CORAÇÃO PORTÁTIL : "ABISSAL"




"é tão curta a distância
entre o sim e o não..."
(Bertolt Brecht)
 
 
 
não existe nenhuma distância
entre o sim e o não,
o direito e o esquerdo,
o sagrado e o profano,
o dia e a noite,
a vida e a morte.
e por que esse abismo 
entre o homem e a mulher,
ricos e pobres,
Deus e o Diabo,
Céu e Terra, 
Existência e Eternidade ?
 
 
 
 
(Do ebook CORAÇÃO PORTÁTIL,
de Juareiz Correya 
- Emooby Pubooteca, Portugal, 2011)
 
 


sexta-feira, 19 de abril de 2013

A ÁRVORE DA POESIA (conto)



Para o Espaço Pasárgada, do Recife



     Manuel plantou a amendoeira na beira do rio com as suas mãos de criança.  Todos os dias saía da Rua da União e ia vê-la crescer.  A sua primeira contemplação era ela.  Depois as brincadeiras. 

     Os meses se passaram e vieram uns homens da Prefeitura com desenhos, papéis indecifráveis, aparelhos estrangeiros, uma máquina com um tripé que não era um lambe-lambe, e começou a surgir, e surgiu, a ponte.  Do outro lado, o Teatro Santa Isabel aguardava os que faziam a travessia da Rua da Aurora. 

     A amendoeira cresceu e ficou maior do que o casarão da esquina da Rua da Aurora com a Princesa Isabel.  Derrubaram o casarão, ergueram um edifício azul, para instalação da Secretaria de Segurança Pública da cidade, e a amendoeira continuou crescendo e ficou do mesmo tamanho do edifício azul. 

     Manuel já vivia outras aventuras mas sem esquecer a sua amendoeira. E um dia resolveu se mudar para o Rio de Janeiro.  Para os seus sonhos o Rio de Janeiro seria um lugar melhor do que o Recife. E de lá seguiria mais facilmente para outras cidades do mundo que desejava conhecer :  Paris, Lisboa, Madrid, Londres, Genebra, Roma, Veneza, Shangrilah, Pasárgada...

     Manuel foi se despedir da amendoeira.  Acariciou suas grossas raízes,  misturou-se meio extasiado a sua folhagem generosa, quase caindo no rio, se deixou ficar junto ao seu tronco robusto, voltou-se inteiro para ele e, não teve dúvida, penetrou-o como quem atravessa uma porta aberta, um corpo não-físico, a alma da árvore.    

                                      ........................................................ 


     Disseram depois, os seus parentes, que Manuel viajou ao Rio de Janeiro.  Estava lá. Isto era o que sabiam os seus amigos e conhecidos também, todos os moradores da Rua da União, e as famílias, os Bandeira, os Mello...


                                       ......................................................


     Manuel nunca saiu do Recife.  E cresceu com a sua árvore :  densa, frondosa, um verde exuberante e sempre jovem, em contraste com a cidade e a própria Rua da Aurora, que morre no seu cinzento e na desconstrução dos seus casarões, e com o Rio Capibaribe, um morto carregando uma história de vivo, como se fosse perene e eterno feito a árvore de Manuel.  


                                                                                                JUAREIZ  CORREYA

                                                                                        (Recife, quarta-feira de cinzas,
                                                                                                       fevereiro / 2009 )

                                                                               

    

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Minha poesia publicada na Internet : "Coração Portátil", "60 Setembros", "Americanto Amar América"





     Em março de 2011 tive a alegria de acessar/ler o meu pequeno livro de poesia - CORAÇÃO PORTÁTIL - publicado em formato virtual (EPUB) pela Editorial Emooby Pubooteca, da Ilha da Madeira - Portugal (http://www.emooby.com)   Desde esse tempo o ebook CORAÇÃO PORTÁTIL circula na Internet ao alcance - basta um clique - de leitores do Brasil e de países da América e da Europa distribuído em livrarias especializadas em publicações eletrônicas.  

     Ainda em setembro de 2011 publiquei, pela Panamerica Nordestal Editora, do Recife, PE, o ebook de poesia 60 SETEMBROS (PDF), para assinalar a passagem dos meus 60 anos de idade, e produzido para presentear meus amigos e amigas internautas, em contato direto via Gmail e Facebook.  Distribuí mais de 800 unidades desse ebook, gratuitamente, e ainda o envio para qualquer internauta interessado :
basta encaminhar um simples pedido para o email jcpanamerica21@gmail.com

     Agora, neste ano de 2013, lançarei o meu terceiro ebook : AMERICANTO AMAR AMÉRICA - Poema em 3 Dimensões, com o texto original do meu poema "Americanto Amar América", a sua tradução para o espanhol realizada pelo poeta mexicano Alberto Vivar Flores, e a sua quadrinização (o poema "Americanto" em 16 pranchas de quadrinhos) criada pelo artista plástico pernambucano Roberto Portella.  Tudo isto em um ebook de 60 páginas - inédito na poesia brasileira e em coedição pioneira produzida por uma editora brasileira em convênio com uma editora portuguesa.   (Juareiz Correya)

domingo, 24 de março de 2013

NOVOS POEMAS DO SÉCULO 21 : "CANTO O QUE TE CONTO"





Para que Prosa 
se eu tenho Poesia ?
Para que Análise 
se me interessa a Síntese ?
Mas em alguns momentos
preciso de outros ritmos 
a música indistinta 
de uma conversa 
um relato 
uma confissão 
uma frase solta apenas 
que não me revele em cena 
que te retrate talvez...
Todo verso tem uma história 
mas nem toda história 
se condensa em um verso. 
Por isso canto em verso
a história que prosa é. 



JUAREIZ CORREYA
(Recife, março 2013)

sexta-feira, 8 de março de 2013

TEU NOME, GIOVANNA


Teu nome é mais

Do que uma juventude de meio século

E agrada a minha boca como o teu sexo 

Quando te pronuncio

O sangue se aquece 

E inunda melhor o meu coração

Escrevo desenho revelo a tua identidade 

Com a emoção de quem descobre

Uma palavra mágica 

E nunca dita antes 

Imemorial e eterna 

Teu nome não é só o teu nome 

Nascido com a tua vida 

Existe além da sua fêmea tradução

Carne da minha carne

Corpo do meu corpo

Mulher amorosa dentro de mim

Animando a minha alma. 

 

Juareiz Correya

(Recife, 2013)

 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

PASSAGEIRO RECIFE (Vila da Sudene - Conde da Boa Vista)






Um rio apodrece o seu passado
Com peixes inutilizados para os homens 
Caros esgotos urbanos 
E a diluída arquitetura 
Dos edifícios do Recife Antigo. 
Do outro lado, no Alfândega,
Um poeta contempla todos os tempos
E reconstrói 
A paisagem lírica da cidade.      



Juareiz Correya

(Recife, 28/fevereiro/2013)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

ANTES DE AMANHECER O DIA






Minha mulher parece
Uma menina feliz 
Cavalgando o seu sonho
E amanhece a noite
Antes de amanhecer o dia





(Recife, janeiro de 2013)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

PEQUENAS HISTÓRIAS REAIS : "GERAÇÃO 69"






     Digo sempre, meio levando para o deboche (e com a saudável irreverência dos palmarenses), que sou de uma "Geração 69" de escritores e artistas pernambucanos.  Isto é dito quando alguém tenta me confundir como integrante da chamada Geração 65 de escritores pernambucanos, lançada, no Recife, pelo poeta, crítico e professor César Leal e batizada, no Diário de Pernambuco, pelo historiador Tadeu Rocha. Sou amigo e admirador de alguns desses escritores mas "nasci" depois e cheguei em outro tempo ao Recife. 

     É fato. Posso dizer que, em matéria de literatura, mais particularmente de criação poética, e, ao mesmo tempo, de consciência política e social, eu nasci em 1969, aos 17 anos de idade, em Palmares, minha cidade natal, na região Mata Sul de Pernambuco.  Nasci e fui batizado logo : preso em 19 de setembro, exatamente no dia em que completei 18 anos de idade, fui trazido de Palmares, para o Recife, por policiais do Estado, para ficar detido no DOPS, pelo "perigosíssimo crime" de escrever alguns textos para um jornal-mural (O Olho) e participar de um grupo cultural responsável pelo jornal e que ensaiava também um projeto teatral. 

     Fiquei detido dois dias. Meus companheiros do grupo - o pintor e escritor Telles Junior, o fotógrafo Givanilton Mendes e a advogada e professora Elisete Alves - haviam sido presos antes de mim, durante quatro dias, e foram liberados com a minha chegada ao DOPS. Com esses companheiros e outros novos participantes, o grupo cultural criou um jornal de verdade - O Olho (8 páginas, formato standard, composto em linotipo e impresso na gráfica do jornal recifense Folha da Manhã, em tiragem de 1.000 exemplares). O primeiro e único número desse jornal foi produzido em novembro/dezembro de 1969 e circulou na cidade e na região em janeiro/1970.

     Nesse primeiro e único número d' O Olho publiquei os meus primeiros versos : "Poema vago olhando a cidade".  E o jornal anunciava um livro de minha autoria que seria publicado pelo grupo cultural : POEMAS SEM CORPO.  Naturalmente escrito no ano de 1969.  O jornal não prosseguiu, não circulou mais, o grupo se desfez, e eu viajei direto para São Paulo, com os originais datilografados desse livro debaixo do braço.  Mas já estamos nos anos 70 e isso já é outra história. 


(Recife, agosto de 2008)

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Do livro inédito PEQUENAS HISTÓRIAS REAIS

      

sábado, 12 de janeiro de 2013

PEQUENAS HISTÓRIAS DE ATLÂNTICA : "A GERAÇÃO DO SANGUE" (segunda parte)





     Quando se tornou um rapazote, José Genésio não quis mais acompanhar o pai à feira do Engenho  Bom Destino.  Nem se interessou pela promessa dele de um dia irem a Trombetas.  O que lhe interessava era cuidar mais das plantações do pai, pescar no riacho, melhorar a casa, que já era outra - tinha crescido com um quarto maior onde ficavam o pai e a mãe, e uma cozinha de verdade, tudo feito com o modelo igual ao de uma casa que José Genésio tinha visto em Bom Destino.  Ele também construíra, ao lado da casa, com a ajuda de Damião - um conhecido do sítio vizinho - um pequeno galpão para depositar as frutas do sítio do pai.  José Genésio tinha mesmo jeito para isso. 

     E o melhor de tudo : ele estava sempre junto da menininha que já era mais que uma menina, era uma mocinha, crescida como ele e que vivia com ele e não era  sua irmã.  Sabia disso.  E, ele soube disso melhor  quando o sangue falou, no dia em que o corpo dele agradou o corpo dela e o corpo dela agradou o dele.  Ela não sabia o que era aquilo, aquele aconchego morno e febril, ele também não, ele falava pouco e ela muito menos, mas souberam estabelecer comunicação e comunhão. 

     José Genésio e Dinda geraram Olindina. 




     Anibal conheceu Mãe Lica, sua avó, no sítio Abreu, onde ela morava com o seu avô, Pai Dedé, e os tios Manuel e Antonio.  Duas tias, Neném e Maria Josefa, irmãs da sua Mãe Carminha, moravam em Atlântica; outro tio, Zezé, já vivia em São Paulo com a irmã Honorina; a tia Isabel vivia perto do Recife, em Prazeres; a tia Dina vivia em Catende e a tia Mimi na Usina Serro Azul, distrito de Atlântica.  Quando a sua tia mais nova, Maria Josefa, se mudou para São Paulo, sua tia Neném resolveu que melhor seria levar Mãe Lica e Pai Dedé, já doente, para a casa dela em Atlântica.  A mãe de Anibal gostou, poderia estar por perto dos pais e ajudar a cuidar deles também, sobretudo do pai que tinha amputado a perna direita e estava em adiantado estado de cegueira.  Mãe Lica era uma mulher forte, de rosto cheio amorenado, cabelos negros lisos e grandes como uma índia. A mãe de Anibal achava que ela devia se parecer com a Vó Dinda, que era a bisavó dela, ou com Olindina, a sua verdadeira avó. 


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Segunda parte do conto "A Geração do Sangue",
do livro inédito PEQUENAS HISTÓRIAS DE ATLÂNTICA,
de Juareiz Correya.