domingo, 11 de março de 2012

RECIFE OLINDA

no ônibus
um bólide urbano
(juridicamente pobre)
trafega insensível
uma rica humanidade :
caras de paisagem
corpos em casa
emoções comportadas
um mundo de ninguém
assaltos imaginários
realidades subtraídas
medos insondáveis
taras de bolso
avenidas de luxúrias
ruas frustradas
praças fantasmas
e duas cidades
flor e fruto
homem e mulher
que não vão nem vêm
fim da linha
memória atropelada
estação sem futuro.




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Transcrito do livro
POESIA DO MESMO SANGUE,
de José Terra & Juareiz Correya
- Panamérica Nordestal Editora,
Recife, PE, 2007.

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