domingo, 20 de agosto de 2017

PEQUENAS HISTÓRIAS REAIS : Zé Mago no "Lero Lero" da Vida (2)






     Zé Mago abriu a cerveja no balcão e disse, displicentemente, para quem quisesse ouvir :

     - Roberto Carlos agora vem pra Palmares...

     - Quando, Zé ?, quis saber logo um curioso descuidado.  

     - "Quando as crianças saírem de férias..."    







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Do livro inédito PEQUENAS HISTÓRIAS REAIS,
de Juareiz Correya, a ser lançado em breve na Panamerica Livraria
(www.panamericalivraria.com.br) 

PEQUENAS HISTÓRIAS REAIS : Zé Mago no "Lero Lero" da Vida






     O desenhista Ângelo Meyer quis brincar com o dono do bar, reconhecido em Palmares por sua aguda espirituosidade.  Depois da despesa em companhia de três amigos, na hora de pagar a conta, meteu a mão no bolso, retirou-a rápido, bateu à testa e lamentou :

     - Ih, Zé Mago, deixei o dinheiro em casa...

     Zé Mago, que recolhia os pratos na mesa, respondeu, em cima da bucha, sem sequer levantar a cabeça :

     - Você fez mal. Devia ter ficado em casa e ter mandado o dinheiro.  




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Transcrito do livro inédito PEQUENAS HISTÓRIAS REAIS,
de Juareiz Correya, a ser lançado em breve na Panamerica Livraria
(www.panamericalivraria.net.br) 

sábado, 5 de agosto de 2017

OTALER / RELATO : um conto de "Pequenas Histórias Pequenas"












Reprodução (páginas 85 e 86)  
da edição eletrônica da Revista ENCONTRO
- Números 27 / 28, Ano 2016/2017 - 
Edição do Gabinete Português 
de Leitura de Pernambuco.    




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Conto do ebook  PEQUENAS HISTÓRIAS PEQUENAS, 
de Juareiz Correya 
- Acesse : www.panamericalivraria.com.br   


sábado, 10 de junho de 2017

DIA DE SOL NO INVERNO







Céu de São João no Recife 
(Google Imagens) 




Voo azul dos meus olhos  
- céu da cidade - 
o sol caminha pelas ruas 
carrega um rio de gente  
e atropela carros ônibus 
no bairro que já foi vila... 


Manhã e tarde de luz 
negam o inverno 
do carnaval das festas de junho 
e a metrópole do Recife 
fantasia um jeito 
de ser Caruaru redimensionada.    



Juareiz Correya 
(Recife, Ipsep / 
sábado, 10 de junho 2017) 

terça-feira, 4 de abril de 2017

DE HOMENS E RATOS








Antes, 
diante da expectativa dos homens  
uma desilusão assombrava  : 
as montanhas pariam ratos...
Hoje, 
para os homens, nada merece crédito : 
não há montanhas na Terra, 
somente ratos parindo RATOS.   



Juareiz Correya 

(Boa Vista, Recife / 
4 de abril 2017) 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

2017 : AINDA É TEMPO DE HOMENAGEAR O CENTENÁRIO DE CELINA DE HOLANDA








CELINA DE HOLANDA
 E AS MULHERES DA TERRA 
(contracapa e capa do CD) 


     No primeiro trimestre de 2017, o Recife vai continuar homenageando, com o lançamento do CD CELINA DE HOLANDA E AS MULHERES DA TERRA, o Centenário de Nascimento da poetisa cabense (Junho 1915 - 2015). Em um espaço cultural da cidade, será promovido um recital que contará com a participação de várias "mulheres da terra" com marcante presença no CD, gravado originalmente, no Recife, no ano 2.000 e remasterizado, em agosto deste ano, no Studio Zuada (Torrões, Recife).  
     
     Realizado em co-produção da Panamerica Nordestal Editora e Produções Culturais com a Secretaria de Cultura e a Secretaria de Educação da Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, o CD reune 19 mulheres pernambucanas que emprestaram as suas vozes para servir à audição da poesia desta importante e centenária autora de Pernambuco.  Vernaide Wanderley, Myriam Brindeiro, Fátima Ferreira, Tereza Helena, Dione Barreto, Andréa Mota, Marcela Cavalcanti de Albuquerque, Maria de Lourdes Hortas, Lucila Nogueira, Eugênia Menezes e Cida Pedrosa, entre outras, são as mulheres da terra que gravaram poemas selecionados de Celina de Holanda.      

sábado, 10 de dezembro de 2016

EM DÉBITO COM O CENTENÁRIO DA POETISA CELINA DE HOLANDA






CELINA DE HOLANDA 
E AS MULHERES DA TERRA 
(Capa do CD) 




     Tudo indica que este ano de 2016 chega ao fim sem que seja resolvida a promoção do lançamento do CD CELINA DE HOLANDA E AS MULHERES DA TERRA, no Recife e ainda no Cabo de Santo Agostinho, terra natal da poetisa homenageada.  

     O CD foi parcialmente lançado na Escola Modelo Garapu, do Cabo, em agosto passado, com uma distribuição promocional de apenas 200 unidades, para convidados (professores, estudantes, funcionários municipais...) das Secretarias de Educação e de Cultura da Prefeitura Municipal, em homenagem ao Centenário de Nascimento de Celina de Holanda (1915 - 2015).  

     E o projeto do CD ficou, até agora, somente nisso.  A própria Prefeitura não teve ainda condições de realizar a distribuição promocional de mais 800 unidades do CD, deixando de sensibilizar e conquistar um público mais expressivo da terra de Celina de Holanda.  E o Recife, que tanto admira a poetisa, ainda não pôde conhecer o CD, que poderia ter sido lançado, em outubro, na FENELIVRO, onde Celina de Holanda foi tão bem homenageada.  

     Infelizmente, a Família de Celina de Holanda ainda não pôde receber as unidades do CD -  um percentual de 10% da prensagem.  Também o poeta Jorge Lopes, idealizador e produtor artístico, "não viu a cor do disco...", ainda não pôde receber o seu percentual da prensagem de 2.000 unidades do CD, gravado originalmente há mais de 15 anos...  E as 19 mulheres que gravaram os poemas selecionados ficaram impedidas de realizar o recital de lançamento, ainda neste ano, no Recife, como foi planejado pela Panamerica Nordestal Editora e Produções Culturais,  co-produtora do CD em parceria com as Secretarias de Educação e de Cultura da Prefeitura Municipal do Cabo de Santo Agostinho. 

    Entendemos que Celina de Holanda, as mulheres pernambucanas que participaram do CD, a Família da poetisa homenageada, a comunidade cultural cabense e recifense e a própria Prefeitura Municipal do Cabo de Santo Agostinho não merecem esse "desacontecimento", essa situação tão negativa e castradora que silencia e praticamente joga no lixo esse  trabalho artístico relevante para a difusão da Poesia Pernambucana.   


     JUAREIZ CORREYA  
     
     (Recife, 10 / dezembro / 2016)