sábado, 10 de junho de 2017

DIA DE SOL NO INVERNO







Céu de São João no Recife 
(Google Imagens) 




Voo azul dos meus olhos  
- céu da cidade - 
o sol caminha pelas ruas 
carrega um rio de gente  
e atropela carros ônibus 
no bairro que já foi vila... 


Manhã e tarde de luz 
negam o inverno 
do carnaval das festas de junho 
e a metrópole do Recife 
fantasia um jeito 
de ser Caruaru redimensionada.    



Juareiz Correya 
(Recife, Ipsep / 
sábado, 10 de junho 2017) 

terça-feira, 4 de abril de 2017

DE HOMENS E RATOS








Antes, 
diante da expectativa dos homens  
uma desilusão assombrava  : 
as montanhas pariam ratos...
Hoje, 
para os homens, nada merece crédito : 
não há montanhas na Terra, 
somente ratos parindo RATOS.   



Juareiz Correya 

(Boa Vista, Recife / 
4 de abril 2017) 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

2017 : AINDA É TEMPO DE HOMENAGEAR O CENTENÁRIO DE CELINA DE HOLANDA








CELINA DE HOLANDA
 E AS MULHERES DA TERRA 
(contracapa e capa do CD) 


     No primeiro trimestre de 2017, o Recife vai continuar homenageando, com o lançamento do CD CELINA DE HOLANDA E AS MULHERES DA TERRA, o Centenário de Nascimento da poetisa cabense (Junho 1915 - 2015). Em um espaço cultural da cidade, será promovido um recital que contará com a participação de várias "mulheres da terra" com marcante presença no CD, gravado originalmente, no Recife, no ano 2.000 e remasterizado, em agosto deste ano, no Studio Zuada (Torrões, Recife).  
     
     Realizado em co-produção da Panamerica Nordestal Editora e Produções Culturais com a Secretaria de Cultura e a Secretaria de Educação da Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, o CD reune 19 mulheres pernambucanas que emprestaram as suas vozes para servir à audição da poesia desta importante e centenária autora de Pernambuco.  Vernaide Wanderley, Myriam Brindeiro, Fátima Ferreira, Tereza Helena, Dione Barreto, Andréa Mota, Marcela Cavalcanti de Albuquerque, Maria de Lourdes Hortas, Lucila Nogueira, Eugênia Menezes e Cida Pedrosa, entre outras, são as mulheres da terra que gravaram poemas selecionados de Celina de Holanda.      

sábado, 10 de dezembro de 2016

EM DÉBITO COM O CENTENÁRIO DA POETISA CELINA DE HOLANDA






CELINA DE HOLANDA 
E AS MULHERES DA TERRA 
(Capa do CD) 




     Tudo indica que este ano de 2016 chega ao fim sem que seja resolvida a promoção do lançamento do CD CELINA DE HOLANDA E AS MULHERES DA TERRA, no Recife e ainda no Cabo de Santo Agostinho, terra natal da poetisa homenageada.  

     O CD foi parcialmente lançado na Escola Modelo Garapu, do Cabo, em agosto passado, com uma distribuição promocional de apenas 200 unidades, para convidados (professores, estudantes, funcionários municipais...) das Secretarias de Educação e de Cultura da Prefeitura Municipal, em homenagem ao Centenário de Nascimento de Celina de Holanda (1915 - 2015).  

     E o projeto do CD ficou, até agora, somente nisso.  A própria Prefeitura não teve ainda condições de realizar a distribuição promocional de mais 800 unidades do CD, deixando de sensibilizar e conquistar um público mais expressivo da terra de Celina de Holanda.  E o Recife, que tanto admira a poetisa, ainda não pôde conhecer o CD, que poderia ter sido lançado, em outubro, na FENELIVRO, onde Celina de Holanda foi tão bem homenageada.  

     Infelizmente, a Família de Celina de Holanda ainda não pôde receber as unidades do CD -  um percentual de 10% da prensagem.  Também o poeta Jorge Lopes, idealizador e produtor artístico, "não viu a cor do disco...", ainda não pôde receber o seu percentual da prensagem de 2.000 unidades do CD, gravado originalmente há mais de 15 anos...  E as 19 mulheres que gravaram os poemas selecionados ficaram impedidas de realizar o recital de lançamento, ainda neste ano, no Recife, como foi planejado pela Panamerica Nordestal Editora e Produções Culturais,  co-produtora do CD em parceria com as Secretarias de Educação e de Cultura da Prefeitura Municipal do Cabo de Santo Agostinho. 

    Entendemos que Celina de Holanda, as mulheres pernambucanas que participaram do CD, a Família da poetisa homenageada, a comunidade cultural cabense e recifense e a própria Prefeitura Municipal do Cabo de Santo Agostinho não merecem esse "desacontecimento", essa situação tão negativa e castradora que silencia e praticamente joga no lixo esse  trabalho artístico relevante para a difusão da Poesia Pernambucana.   


     JUAREIZ CORREYA  
     
     (Recife, 10 / dezembro / 2016)


     

domingo, 6 de novembro de 2016

ARTE DE AMAR E A ARTE DO AMOR







          O poema "Arte de Amar", de Manuel Bandeira, publicado há mais de 75 anos ("Lira dos Cinquent'anos" / POESIAS COMPLETAS, Rio, RJ, 1940), tem despertado, em seus leitores, até hoje, emoções, aprovações, aplausos e entusiasmadas admirações. É obra de Mestre mesmo.  Quando o conheci, nas minhas leituras desordenadas de autodidata, não senti nada disso.  Era um bom poema e nada mais do que isso.  Não me sentia bem com ele.  Me incomodava aquela sentença seca, quase desumana, dos dois versos finais...

         Transcrevo aqui o poema na íntegra  :


ARTE DE AMAR  


Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma. 
A alma é que estraga o amor... 
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.  
Não noutra alma. 


As almas são incomunicáveis.  


Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.  


Porque os corpos se entendem, mas as almas não.    



          Esse incômodo com o poema de Manuel Bandeira me chateou por muitos anos... 

          Em incerta noite de insônia, no Jardim Atlântico, em Olinda, me levantei da cama, como um autômato, e fui direto para o pequeno escritório do apartamento a fim de ler ou escrever alguma coisa...  E já meti nas mãos um livro do poeta norte-americano Walt Whitman, publicado no Brasil com tradução de Geir Campos (Editora Brasiliense, São Paulo, SP, 1983), folheando-o, como se procurasse algo certo, até encontrar a resposta para o que me agoniava...  Lá estavam estes versos definitivos, luminosos, sequestrando a minha cegueira, saltando de dentro do poema "Canto a Mim Mesmo" : 


"Tenho dito que a alma 
não é mais do que o corpo
e tenho dito que o corpo 
não é mais do que a alma..."  


          Pronto.  Era isso, era com esses versos, que eu usaria como guia, que escreveria um poema para contestar ou apenas para acrescentar um baiano "ou não" à leitura do consagrado  "Arte de Amar", de Manuel Bandeira. 

          Não sei em que tempo depois escrevi esse pretendido contestador poema, que  enfrentariam  os versos negativos de Manuel Bandeira :  escrevi mesmo foi um poema - "Canto a Nós Mesmos",  publicado no livreto Améiica Indignada y Poemas da Alegria da Vida, Recife, PE, 1991) - que era apenas uma interpretação ou  recriação ou unicamente uma homenagem ao poema dos  versos citados de Walt Whitman.  

          A incômoda negação da Vida do poema de Manuel Bandeira continuava me perseguindo.  

          Também não me lembro quando escrevi este poema, mas acredito que acertei, que tem a medida exata para afirmar "não é nada disso, Mestre Manuel Bandeira !"  Creiam :  não é desaforo nem desafio o que eu fiz, não ousei tanto; talvez seja uma admiração pelo avesso, quem sabe uma possível releitura e  versão complementar ... ? 

          Este é o poema, publicado na segunda edição do meu ebook CORAÇÃO PORTÁTIL (Panamerica Nordestal Editora, Recife, PE, 2014) : 



A ARTE DO AMOR  


"os corpos se entendem, mas as almas não." 
(MANUEL BANDEIRA) 


deixa que o teu corpo
se entenda com o meu corpo. 
eles se entendem muito bem.   
é que antes as nossas almas 
já se entenderam também. 



(Juareiz Correya / 
 Boa Vista, Recife, novembro 2016) 

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Do livro inédito PEQUENAS HISTÓRIAS REAIS 



quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A NORMALIDADE E OS PROBLEMAS...






          Encontro, à entrada da CEPE, o gestor Davi Lima, sempre cordial e amigo.  Pergunto pelas novidades...

          - Tudo normal. - E acrescenta :  A novidade é a normalidade.  

          E lembra um amigo seu, Adailton Elias, funcionário público e filósofo :

          - Fora os problemas... está tudo bem. - Assim respondia a cada "tudo bem ?" dos que o saudavam.


          (Juareiz Correya) 



terça-feira, 4 de outubro de 2016

PEQUENAS HISTÓRIAS PEQUENAS, meu primeiro livro de contos












PEQUENAS
 HISTÓRIAS PEQUENAS  
(Capa do ebook / 
arte de João Guarani)  




     No dia em que completei 65 Setembros (19/09), enviei, como presente / lembrança, para amigos e amigas internautas mais próximos e alguns vivendo distantes de Pernambuco, o meu livro eletrônico PEQUENAS HISTÓRIAS PEQUENAS, com o qual inicio a publicação de uma tetralogia de contos inédita que escrevo e organizo desde a década de 1970.  Os próximos títulos da tetralogia são 
estes : A BIOGRAFIA DE DEUS (Pequenas Histórias do Povo da Cidade dos Palmares), PEQUENAS HISTÓRIAS DE ATLÂNTICA e PEQUENAS HISTÓRIAS AMOROSAS.   

   O ebook PEQUENAS HISTÓRIAS PEQUENAS, lançado, nos meus 65 Setembros,  exclusivamente na Panamerica Livraria (http://www.panamericalivraria.com.br) pode chegar às mãos de qualquer internauta, no Brasil e no mundo, todos sabem disso. 

      Acesse a Panamerica Livraria, visite a loja, faça o seu pedido, e receba, com alguns toques, PEQUENAS HISTÓRIAS PEQUENAS e o livro eletrônico que você quiser. É mais simples do que atravessar uma rua para ir à livraria perto da sua casa...  (Juareiz Correya)