terça-feira, 4 de abril de 2017

DE HOMENS E RATOS








Antes, 
diante da expectativa dos homens  
uma desilusão assombrava  : 
as montanhas pariam ratos...
Hoje, 
para os homens, nada merece crédito : 
não há montanhas na Terra, 
somente ratos parindo RATOS.   



Juareiz Correya 

(Boa Vista, Recife / 
4 de abril 2017) 

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

2017 : AINDA É TEMPO DE HOMENAGEAR O CENTENÁRIO DE CELINA DE HOLANDA








CELINA DE HOLANDA
 E AS MULHERES DA TERRA 
(contracapa e capa do CD) 


     No primeiro trimestre de 2017, o Recife vai continuar homenageando, com o lançamento do CD CELINA DE HOLANDA E AS MULHERES DA TERRA, o Centenário de Nascimento da poetisa cabense (Junho 1915 - 2015). Em um espaço cultural da cidade, será promovido um recital que contará com a participação de várias "mulheres da terra" com marcante presença no CD, gravado originalmente, no Recife, no ano 2.000 e remasterizado, em agosto deste ano, no Studio Zuada (Torrões, Recife).  
     
     Realizado em co-produção da Panamerica Nordestal Editora e Produções Culturais com a Secretaria de Cultura e a Secretaria de Educação da Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho, o CD reune 19 mulheres pernambucanas que emprestaram as suas vozes para servir à audição da poesia desta importante e centenária autora de Pernambuco.  Vernaide Wanderley, Myriam Brindeiro, Fátima Ferreira, Tereza Helena, Dione Barreto, Andréa Mota, Marcela Cavalcanti de Albuquerque, Maria de Lourdes Hortas, Lucila Nogueira, Eugênia Menezes e Cida Pedrosa, entre outras, são as mulheres da terra que gravaram poemas selecionados de Celina de Holanda.      

sábado, 10 de dezembro de 2016

EM DÉBITO COM O CENTENÁRIO DA POETISA CELINA DE HOLANDA






CELINA DE HOLANDA 
E AS MULHERES DA TERRA 
(Capa do CD) 




     Tudo indica que este ano de 2016 chega ao fim sem que seja resolvida a promoção do lançamento do CD CELINA DE HOLANDA E AS MULHERES DA TERRA, no Recife e ainda no Cabo de Santo Agostinho, terra natal da poetisa homenageada.  

     O CD foi parcialmente lançado na Escola Modelo Garapu, do Cabo, em agosto passado, com uma distribuição promocional de apenas 200 unidades, para convidados (professores, estudantes, funcionários municipais...) das Secretarias de Educação e de Cultura da Prefeitura Municipal, em homenagem ao Centenário de Nascimento de Celina de Holanda (1915 - 2015).  

     E o projeto do CD ficou, até agora, somente nisso.  A própria Prefeitura não teve ainda condições de realizar a distribuição promocional de mais 800 unidades do CD, deixando de sensibilizar e conquistar um público mais expressivo da terra de Celina de Holanda.  E o Recife, que tanto admira a poetisa, ainda não pôde conhecer o CD, que poderia ter sido lançado, em outubro, na FENELIVRO, onde Celina de Holanda foi tão bem homenageada.  

     Infelizmente, a Família de Celina de Holanda ainda não pôde receber as unidades do CD -  um percentual de 10% da prensagem.  Também o poeta Jorge Lopes, idealizador e produtor artístico, "não viu a cor do disco...", ainda não pôde receber o seu percentual da prensagem de 2.000 unidades do CD, gravado originalmente há mais de 15 anos...  E as 19 mulheres que gravaram os poemas selecionados ficaram impedidas de realizar o recital de lançamento, ainda neste ano, no Recife, como foi planejado pela Panamerica Nordestal Editora e Produções Culturais,  co-produtora do CD em parceria com as Secretarias de Educação e de Cultura da Prefeitura Municipal do Cabo de Santo Agostinho. 

    Entendemos que Celina de Holanda, as mulheres pernambucanas que participaram do CD, a Família da poetisa homenageada, a comunidade cultural cabense e recifense e a própria Prefeitura Municipal do Cabo de Santo Agostinho não merecem esse "desacontecimento", essa situação tão negativa e castradora que silencia e praticamente joga no lixo esse  trabalho artístico relevante para a difusão da Poesia Pernambucana.   


     JUAREIZ CORREYA  
     
     (Recife, 10 / dezembro / 2016)


     

domingo, 6 de novembro de 2016

ARTE DE AMAR E A ARTE DO AMOR







          O poema "Arte de Amar", de Manuel Bandeira, publicado há mais de 75 anos ("Lira dos Cinquent'anos" / POESIAS COMPLETAS, Rio, RJ, 1940), tem despertado, em seus leitores, até hoje, emoções, aprovações, aplausos e entusiasmadas admirações. É obra de Mestre mesmo.  Quando o conheci, nas minhas leituras desordenadas de autodidata, não senti nada disso.  Era um bom poema e nada mais do que isso.  Não me sentia bem com ele.  Me incomodava aquela sentença seca, quase desumana, dos dois versos finais...

         Transcrevo aqui o poema na íntegra  :


ARTE DE AMAR  


Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma. 
A alma é que estraga o amor... 
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.  
Não noutra alma. 


As almas são incomunicáveis.  


Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.  


Porque os corpos se entendem, mas as almas não.    



          Esse incômodo com o poema de Manuel Bandeira me chateou por muitos anos... 

          Em incerta noite de insônia, no Jardim Atlântico, em Olinda, me levantei da cama, como um autômato, e fui direto para o pequeno escritório do apartamento a fim de ler ou escrever alguma coisa...  E já meti nas mãos um livro do poeta norte-americano Walt Whitman, publicado no Brasil com tradução de Geir Campos (Editora Brasiliense, São Paulo, SP, 1983), folheando-o, como se procurasse algo certo, até encontrar a resposta para o que me agoniava...  Lá estavam estes versos definitivos, luminosos, sequestrando a minha cegueira, saltando de dentro do poema "Canto a Mim Mesmo" : 


"Tenho dito que a alma 
não é mais do que o corpo
e tenho dito que o corpo 
não é mais do que a alma..."  


          Pronto.  Era isso, era com esses versos, que eu usaria como guia, que escreveria um poema para contestar ou apenas para acrescentar um baiano "ou não" à leitura do consagrado  "Arte de Amar", de Manuel Bandeira. 

          Não sei em que tempo depois escrevi esse pretendido contestador poema, que  enfrentariam  os versos negativos de Manuel Bandeira :  escrevi mesmo foi um poema - "Canto a Nós Mesmos",  publicado no livreto Améiica Indignada y Poemas da Alegria da Vida, Recife, PE, 1991) - que era apenas uma interpretação ou  recriação ou unicamente uma homenagem ao poema dos  versos citados de Walt Whitman.  

          A incômoda negação da Vida do poema de Manuel Bandeira continuava me perseguindo.  

          Também não me lembro quando escrevi este poema, mas acredito que acertei, que tem a medida exata para afirmar "não é nada disso, Mestre Manuel Bandeira !"  Creiam :  não é desaforo nem desafio o que eu fiz, não ousei tanto; talvez seja uma admiração pelo avesso, quem sabe uma possível releitura e  versão complementar ... ? 

          Este é o poema, publicado na segunda edição do meu ebook CORAÇÃO PORTÁTIL (Panamerica Nordestal Editora, Recife, PE, 2014) : 



A ARTE DO AMOR  


"os corpos se entendem, mas as almas não." 
(MANUEL BANDEIRA) 


deixa que o teu corpo
se entenda com o meu corpo. 
eles se entendem muito bem.   
é que antes as nossas almas 
já se entenderam também. 



(Juareiz Correya / 
 Boa Vista, Recife, novembro 2016) 

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Do livro inédito PEQUENAS HISTÓRIAS REAIS 



quinta-feira, 3 de novembro de 2016

A NORMALIDADE E OS PROBLEMAS...






          Encontro, à entrada da CEPE, o gestor Davi Lima, sempre cordial e amigo.  Pergunto pelas novidades...

          - Tudo normal. - E acrescenta :  A novidade é a normalidade.  

          E lembra um amigo seu, Adailton Elias, funcionário público e filósofo :

          - Fora os problemas... está tudo bem. - Assim respondia a cada "tudo bem ?" dos que o saudavam.


          (Juareiz Correya) 



terça-feira, 4 de outubro de 2016

PEQUENAS HISTÓRIAS PEQUENAS, meu primeiro livro de contos












PEQUENAS
 HISTÓRIAS PEQUENAS  
(Capa do ebook / 
arte de João Guarani)  




     No dia em que completei 65 Setembros (19/09), enviei, como presente / lembrança, para amigos e amigas internautas mais próximos e alguns vivendo distantes de Pernambuco, o meu livro eletrônico PEQUENAS HISTÓRIAS PEQUENAS, com o qual inicio a publicação de uma tetralogia de contos inédita que escrevo e organizo desde a década de 1970.  Os próximos títulos da tetralogia são 
estes : A BIOGRAFIA DE DEUS (Pequenas Histórias do Povo da Cidade dos Palmares), PEQUENAS HISTÓRIAS DE ATLÂNTICA e PEQUENAS HISTÓRIAS AMOROSAS.   

   O ebook PEQUENAS HISTÓRIAS PEQUENAS, lançado, nos meus 65 Setembros,  exclusivamente na Panamerica Livraria (http://www.panamericalivraria.com.br) pode chegar às mãos de qualquer internauta, no Brasil e no mundo, todos sabem disso. 

      Acesse a Panamerica Livraria, visite a loja, faça o seu pedido, e receba, com alguns toques, PEQUENAS HISTÓRIAS PEQUENAS e o livro eletrônico que você quiser. É mais simples do que atravessar uma rua para ir à livraria perto da sua casa...  (Juareiz Correya) 





sábado, 17 de setembro de 2016

TODOS OS SETEMBROS (1)






60 SETEMBROS
(2011).
Capa do ebook
lançado no Recife 



     No ano de 2001, ainda vivendo em Palmares - PE (presidia a Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho / Prefeitura Municipal dos Palmares), publiquei o livreto 50 SETEMBROS - microantologia poética -, com poemas do meu primeiro livro publicado, sem título, São Paulo, 1971; e, impressos em Pernambuco, poemas do folheto Um doido e a maldição da lucidez (1975), dos livretos Americanto Amar América & Outros Poemas (1975), O Amor é uma Canção Proibida (1979), América Indignada (1986) e dos livros Americanto Amar América (1982), Poetas dos Palmares (1987), Poesia Viva do Recife (1996) e Coração Portátil (1999). 

     Em 2011 publiquei o meu segundo ebook - 60 SETEMBROS -, assinalando, mais uma vez, no mês em que nasci, o meu aniversário.  Este livro eletrônico pode ser acessado na loja virtual pernambucana Panamerica Livraria - http://www.panamericalivraria.com.br   

     Preparo, há alguns anos, um novo livro de poesia para edição digital intitulado TODOS OS SETEMBROS, com poemas inéditos e também diversos poemas divulgados em blogs, e com a reunião dos impressos 50 SETEMBROS e 60 SETEMBROS.   

      Neste ano de 2016, completando 65 SETEMBROS, inicio uma nova fase do meu trabalho literário com a publicação de uma inédita tetralogia de contos.  PEQUENAS HISTÓRIAS PEQUENAS é o primeiro ebook desta tetralogia. Lançamento especial, próxima semana, na Panamerica Livraria (http://www.panamericalivraria.com.br)