domingo, 2 de janeiro de 2011

DENTRO DA NOITE ACESA

Madrugada insone
Ando pelas ruas desertas do Recife
De volta ao apartamento onde vivo
Como quem retorna pelas ruas tortuosas
De angústia e dor de Palmares
Novamente novas e praças de luz
E sou o mesmo homem que atravessa solitário
O centro perdido e distante de São Paulo
Em mais uma noite incontável
Do tempo do jornal da Rua Catequese
Até o amanhecer da Vila Alpina de Santo André



Juareiz Correya

(Recife, 27 de dezembro de 2010)

Um comentário:

  1. Dentro da noite acesa, me fez lembrar de alguns poetas que longe do seu chão escreveram lindas palavras como as tuas.
    Obrigada pela beleza dos teus versos.
    como alguém já disse, somos seres solitários em meio a multidão.
    abraços
    Claudete

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