domingo, 9 de janeiro de 2011

CONFESSO QUE VIVO

"... batendo e pulsando no coração do homem
esse barro frágil que respira e anda."
(JACI BEZERRA)



Meu corpo me surpreende como um milagre.
Eu sei que sou uma nuvem concreta
Uma composição terrena
Geografia de sangue
História da alma
Espírito diário.
Penso que falo e é o coração.
Mergulho em mim
E não vejo o sonho
Da desarmonia dos meus dias e dos anos.
Não sou uma máquina
E acredito que me desintegro vivo :
Dentro de mim tudo se comunica com perfeição
Como uma lição de anatomia mais do que humana.



Juareiz Correya




(Recife, Santo Amaro,
domingo, 9/janeiro/2011)

Um comentário:

  1. E vive mesmo!!!! Vive a poesia intensamente, como nessa que acabo de ler.
    Permita-se viver a cada minuto, um dia de cada vez.
    Esta é uma sábia filosofia
    Abraços
    Claudete Richieri

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