domingo, 8 de agosto de 2010

NOVO CORAÇÃO PORTÁTIL





Metade do século do meu coração
Comi e bebi sem medida
Fêmeas carnes etílicos ventos...
Quase me sufoquei com as próprias mãos.
Renascido neste novo milênio
Meu coração me faz ainda mais vivo :
Dias são anos que valem séculos
E ser apenas humano não me limita
(mesmo que os estragos do corpo
me façam mais limitado do que os outros).
Meu coração ainda fala e grita
O sangue das suas palavras
Assim me injeto na corrente do tempo
E inscrevo o instantâneo presente
Em todas as horas dos dias eternos.




Juareiz Correya
Recife, 8 / agosto / 2010.

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