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PEQUENAS HISTÓRIAS REAIS : MAIS UMA "LENDA DE CASA"

     Durante todos os anos em que vivi na casa dos meus pais, em Palmares (PE), tinha certo o conhecimento de que os meus avós paternos se chamavam Simplício e Francisca.  Ele seria Simplício Francisco Correia e ela Francisca Regina Correia, visto que meu pai se chamava José Benedito Correia. No mês em que o meu pai faleceu, tia  Antonia, irmã dele, ficou lá em casa, na Praça da Luz, como quem já contava com o desfecho, acompanhando tudo.  Ele vivia praticamente imobilizado em uma cama há sete anos.  Já nem falava.  Não sei se ouvia a gente direito.  Mas reagia sempre diante de alguma coisa que fosse do seu desagrado...      Certo dia, conversando na cozinha, pedi a tia Antonia que trouxesse de Porto Calvo (AL) algum documento dos meus avós, qualquer coisa relacionada com a origem da família.  Ela me prometeu trazer cópia do registro do casamento deles.  E assim fez.  Li, junto com ela, o documento, e fiq...

PEQUENAS HISTÓRIAS REAIS : "LENDAS DE CASA"

     Duas lendas dão origem às famílias da minha mãe (Barbosa) e do meu pai (Correia).  Sobre a família da minha mãe, ela mesma contava :      Em terras de Pernambuco, Dinda, a minha trisavó, mãe da avó da minha mãe, era uma índia que tinha sido encontrada, recém-nascida, no meio do mato, por um cachorro, e tinha sido levada, presa nos dentes do animal, para a casa do meu tetravô. Dinda cresceu ali no sítio, como filha da casa, casou e gerou a mãe de Mãe Lica, minha avó (lembro o seu tipo indígena puro), que casou e gerou, entre outras filhas e filhos, Mãe Carminha, a minha mãe.        Da parte da família do meu pai, não foi ele, quem me contou a história, mas a sua irmã, tia Antonia, que ainda hoje vive em Porto Calvo (AL), onde nasceram.  Segundo tia Antonia, no interior de Alagoas - na região de Porto Calvo mesmo - chegou um pirata português, bem e mal visto pelas pessoas do lugar, e foi ficando, e engraçou-se de u...

2016 : UM ANO NOVO SEMPRE NOS RENOVA

     Penso que é assim e tenho vivido com esse sentimento cada vez mais legitimado. Digo mesmo, aos que me conhecem, que tenho a sorte de abrir os olhos e ver sempre horizontes. Todos os dias. Os meses não são diferentes. Os anos confirmam tudo. E os séculos - que este Século 21 já me faz um sobrevivente do Século 20 - me dão uma senhora certeza de que estes 64 anos de vivência e sobrevivência estão valendo muito. Não esqueço também que já habitamos a Terra há dois milênios  e que estamos vivendo o futuro nascido no Terceiro Milênio.       Agora, como diria o cronista Rubem Braga, arrumando gavetas, revendo agendas, constatando realizações e frustrações, é de novo a hora de  anotar novas idéias e projetos, refazer e redimensionar alguns sonhos, deixar no caminho o que ficou no caminho, esquecer o que não pôde ser vivido,  para seguir em frente a cada despertar.      Tenho, para este novo 2016, mais projetos do que Su...

LEMBRANÇAS DO MEU PAI (em companhia de José Terra e João Guarani)

      Sexta-feira passada (18/12), à tardinha, me encontrei com José Terra e João Guarani, meus filhos, no bar/restaurante Casa da Moeda (Rua da Moeda - Recife Antigo) e a conversa rolou naturalmente sobre Mestre Biu Alfaiate, meu pai, que eles conheceram, muito bem em convívio na casa 1710 da Praça da Luz, no centro de Palmares, onde vivemos todos, em tempos diversos, na companhia dele e de Mãe Carminha.  Era dia do seu aniversário - se estivesse vivo completaria 85 anos -, e véspera do aniversário de José Terra.  Meu pai era avô e foi meio-pai deles, crianças e adolescentes.  José Terra e João Guarani viveram em Palmares, com os meus pais, até os 17, 18 anos...E vieram, depois, morar comigo, no Recife, vendo também com a mãe, Solange, em Olinda.         As minhas e as lembranças deles sobre os meus pais são sempre boas.  Pai Biu, como eles chamam, deixou marcas e referências positivas na vida deles, em Palmares, e eles têm...

FESTA NA VÉSPERA DO DIA 8 DE "NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO" (PALMARES, PE)

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PRAÇA DA LUZ  (CENTRO - PALMARES - PE)  Na calçada da casa (1710), onde a gente morava,  sentada ao meu lado,  está a minha mãe (Carminha)  e, de pé, camisa aberta, boné, o meu pai (Mestre Biu Alfaiate).  Meu irmão Jamilton pode ser visto à minha direita,  também sentado, com a filha Isolda ao colo; e, por trás dele,  nosso amigo Valter Portela.   A foto é de Givanilton Mendes (dezembro, 1984)  Lembrança viva, nesta noite de hoje, de noites como a desta data, não muito distantes, em Palmares : eu me reunia, na Praça da Luz, centro da cidade, com os meus pais, meu irmão Jamilton, minhas irmãs Marinalva, Marinalda e Marly, minha companheira, os filhos pequenos José Terra e João Guarani, alguns amigos e suas companheiras, com comidas e bebidas, como se fosse motivo para festa (estávamos mesmo no dia da véspera da maior festa católica da cidade, a Festa do Dia 8 de Nossa Senhora da Conceição dos Montes), para ...

AMERICANTO AMAR AMÉRICA : Segunda edição do poema-título em livro lançado no Recife (1982)

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AMERICANTO AMAR AMÉRICA (capa),  de Juareiz Correya.  A segunda edição do poema Americanto Amar América  foi lançada no Recife (PE), no ano de 1982, pela Nordestal Editora.  A capa é do artista plástico pernambucano Sílvio Malinconico, com fotografia. também na contracapa, da universitária (UFPE) paulista Sílvia Helena Levy e posfácio de Jaci Bezerra. Composição de textos por Maria do Carmo Oliveira, em forma composer, com arte-final de Jerônimo Netto e supervisão gráfica de Ednaldo Gomes de Melo, Amarino Martins, Arnaldo Tobias e Sílvio Bentzen.  Impressão e acabamento na Gráfica da Editora Massangana / Fundação Joaquim Nabuco, Recife, PE.  Livro de 80 páginas, formato 14 x 21 cms., em tiragem de 1.000 exemplares.   _____________________________________________________________ NOTA DA EDIÇÃO SOBRE "OUTROS POEMAS" :  Juareiz Correya publicou, em 1975, o livreto Americanto Amar América &  Outros Poemas, 24 pág...

AMERICANTO AMAR AMÉRICA : UM POEMA DE 40 ANOS

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AMERICANTO AMAR AMÉRICA (capa)  AMERICANTO AMAR  AMÉRICA  (contracapa)  AMERICANTO AMAR AMÉRICA & OUTROS POEMAS, de Juhareiz Korreya   (capa e contracapa)   - Nordestal Editora, Recife, maio, 1975.  Livreto, 24 páginas, formato 11,30 x 21 cm., composto e impresso em tipografia, na Gráfica Garcia, de Catendem PE.  Capa/fotografia : Givanilton Mendes. Contracapa : Texto de Pelópidas Soares. Tiragem : 1.000 exemplares  Estes são os dados técnicos da primeira edição do meu poema AMERICANTO AMAR AMÉRICA, lançado em livreto produzido no ano de 1975.  Neste ano de 2015 o poema completa a bela idade adulta de 40 anos de publicação. O poema é parte essencial da minha vida mas já tem vida própria, tem a sua história.  Iniciamos, a partir desta postagem, alguns registros necessários para que os leitores conheçam a biografia deste poema, a partir dos  tempos heróicos da produção tipográfica até...