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A ÁRVORE DA POESIA (conto)

Para o Espaço Pasárgada, do Recife      Manuel plantou a amendoeira na beira do rio com as suas mãos de criança.  Todos os dias saía da Rua da União e ia vê-la crescer.  A sua primeira contemplação era ela.  Depois as brincadeiras.       Os meses se passaram e vieram uns homens da Prefeitura com desenhos, papéis indecifráveis, aparelhos estrangeiros, uma máquina com um tripé que não era um lambe-lambe, e começou a surgir, e surgiu, a ponte.  Do outro lado, o Teatro Santa Isabel aguardava os que faziam a travessia da Rua da Aurora.       A amendoeira cresceu e ficou maior do que o casarão da esquina da Rua da Aurora com a Princesa Isabel.  Derrubaram o casarão, ergueram um edifício azul, para instalação da Secretaria de Segurança Pública da cidade, e a amendoeira continuou crescendo e ficou do mesmo tamanho do edifício azul.       Manuel já vivia outr...

Minha poesia publicada na Internet : "Coração Portátil", "60 Setembros", "Americanto Amar América"

     Em março de 2011 tive a alegria de acessar/ler o meu pequeno livro de poesia - CORAÇÃO PORTÁTIL - publicado em formato virtual (EPUB) pela Editorial Emooby Pubooteca, da Ilha da Madeira - Portugal ( http://www.emooby.com )   Desde esse tempo o ebook CORAÇÃO PORTÁTIL circula na Internet ao alcance - basta um clique - de leitores do Brasil e de países da América e da Europa distribuído em livrarias especializadas em publicações eletrônicas.        Ainda em setembro de 2011 publiquei, pela Panamerica Nordestal Editora, do Recife, PE, o ebook de poesia 60 SETEMBROS (PDF), para assinalar a passagem dos meus 60 anos de idade, e produzido para presentear meus amigos e amigas internautas, em contato direto via Gmail e Facebook.  Distribuí mais de 800 unidades desse ebook, gratuitamente, e ainda o envio para qualquer internauta interessado : basta encaminhar um simples pedido para o email jcpanamerica21@gmail.c...

NOVOS POEMAS DO SÉCULO 21 : "CANTO O QUE TE CONTO"

Para que Prosa  se eu tenho Poesia ? Para que Análise  se me interessa a Síntese ? Mas em alguns momentos preciso de outros ritmos  a música indistinta  de uma conversa  um relato  uma confissão  uma frase solta apenas  que não me revele em cena  que te retrate talvez... Todo verso tem uma história  mas nem toda história  se condensa em um verso.  Por isso canto em verso a história que prosa é.  JUAREIZ CORREYA (Recife, março 2013)

TEU NOME, GIOVANNA

Teu nome é mais Do que uma juventude de meio século E agrada a minha boca como o teu sexo   Quando te pronuncio O sangue se aquece   E inunda melhor o meu coração Escrevo desenho revelo a tua identidade   Com a emoção de quem descobre Uma palavra mágica   E nunca dita antes   Imemorial e eterna   Teu nome não é só o teu nome   Nascido com a tua vida   Existe além da sua fêmea tradução Carne da minha carne Corpo do meu corpo Mulher amorosa dentro de mim Animando a minha alma.     Juareiz Correya (Recife, 2013)  

PASSAGEIRO RECIFE (Vila da Sudene - Conde da Boa Vista)

Um rio apodrece o seu passado Com peixes inutilizados para os homens  Caros esgotos urbanos  E a diluída arquitetura  Dos edifícios do Recife Antigo.  Do outro lado, no Alfândega, Um poeta contempla todos os tempos E reconstrói  A paisagem lírica da cidade.       Juareiz Correya (Recife, 28/fevereiro/2013)

ANTES DE AMANHECER O DIA

Minha mulher parece Uma menina feliz  Cavalgando o seu sonho E amanhece a noite Antes de amanhecer o dia (Recife, janeiro de 2013)

PEQUENAS HISTÓRIAS REAIS : "GERAÇÃO 69"

     Digo sempre, meio levando para o deboche (e com a saudável irreverência dos palmarenses), que sou de uma "Geração 69" de escritores e artistas pernambucanos.  Isto é dito quando alguém tenta me confundir como integrante da chamada Geração 65 de escritores pernambucanos, lançada, no Recife, pelo poeta, crítico e professor César Leal e batizada, no Diário de Pernambuco, pelo historiador Tadeu Rocha. Sou amigo e admirador de alguns desses escritores mas "nasci" depois e cheguei em outro tempo ao Recife.       É fato. Posso dizer que, em matéria de literatura, mais particularmente de criação poética, e, ao mesmo tempo, de consciência política e social, eu nasci em 1969, aos 17 anos de idade, em Palmares, minha cidade natal, na região Mata Sul de Pernambuco.  Nasci e fui batizado logo : preso em 19 de setembro, exatamente no dia em que completei 18 anos de idade, fui trazido de Palmares, para o Recife, por policiais do Estad...