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PEQUENAS HISTÓRIAS DE ATLÂNTICA : "A GERAÇÃO DO SANGUE" (primeira parte)

     Eles não sabiam ao certo onde moravam. Uns diziam que aquele sítio era de Pernambuco, outros que o lugar já pertencia a Alagoas.  Mas não sabiam direito o que era, onde viviam, alguém chegou a falar até em Dom Pedro Segundo, divisão de terras do Império, uma história de propriedades de famílias antigas, e que tinha uns senhores ali pela vizinhança com maior quantidade de terra do que eles procurando ser donos de mais terras.  Até gente que matava e morria por causa disso.       O pai e a mãe de José Genésio não conheciam direito os seus próprios nomes e o filho ainda não era registrado.  Viviam naquele pedaço de terra do jeito que dava para viver.  Uma vez por mês, o pai de José Genésio, montado em um burro com dois caçuás cheios de frutas, macaxeira, inhame, batata-doce, fruta-pão, ia para a feirinha do Engenho Bom Destino.  Às vezes levava também algumas galinhas, com os pés amarrados em embiras e presa...

A HORA DA VIDA

O MUNDO NUNCA SE ACABA PARA QUEM AMA E JAMAIS PARA QUEM ANDA  COM O CORAÇÃO NAS MÃOS  PARA DOAR AO CORAÇÃO AMADO.     TODAS AS CIVILIZAÇÕES PROFECIAS FADOS FATALIDADES DESGRAÇAS TRAGÉDIAS  SÃO DESMENTIDAS AO AMANHECER DO DIA  DO ENCONTRO AMOROSO  DE CADA HOMEM COM A SUA MULHER.     E O QUE SERIA A HORA DE LAMENTAR E MORRER  É A HORA DA VIDA MAIS VIVA RENASCER.        JUAREIZ CORREYA (Recife, 21 / dezembro / 2012)  

NA ESTRADA, DEPOIS DO PRIMEIRO LIVRO PUBLICADO

     Programei, com a diretora e amiga Jessiva Sabino de Oliveira, um lançamento, do meu primeiro livro publicado, na Biblioteca Pública Fenelon Barreto, de Palmares, minha cidade natal, bem nos moldes de lançamento de livro em uma cidade do interior : convite impresso e coquetel (da Prefeitura), discursos de personalidades locais...   Isto aconteceu no início do ano de 1972, me mandei da cidade algumas semanas depois, de volta a São Paulo, e, da capital paulista, logo em seguida, ainda desempregado, resolvi cair na estrada em uma viagem sem destino.  A viagem durou quase 40 dias, feita a pé, de carona, de trem, de ônibus, na longa e sinuosa estrada BR-101 e seus caminhos pelo Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia... A experiência, que foi humanamente enriquecedora, está sendo narrada em uma novela autobiográfica que reescrevo atualmente (perdi a primeira versão datilografada) com o título A LONGA E SINUOSA ESTRADA ( S...

ROBERTO MENEZES : "POETAS DOS PALMARES" EM VÍDEO (NE-TV)

     Sobre a reportagem em vídeo, exibida há alguns anos pela Rede Globo Nordeste, realizada pelo jornalista pernambucano Francisco José, com relevo para a terceira edição da antologia POETAS DOS PALMARES, publicação da Fundação Casa da Cultura Hermilo Borba Filho / Prefeitura dos Palmares, em 2002, recebi  do jornalista e escritor Roberto Menezes (Cabo de Santo Agostinho, PE) esta mensagem, opinião respeitável que compartilho com os amigos e amigas deste blog :      "Que belo trabalho, o seu, poeta...  Deu para sentir a força dessa poesia e o importante trabalho que você sempre desenvolveu para que surjam novos poetas pernambucanos. Principalmente em lugares esquecidos, chamados de interior.  É com grande alegria que te vejo de novo como meu amigo, agora virtual.  Receba o meu abraço e admiração por tudo que você é e faz.  Do amigo de tantos anos, de livros sete e mustangs..." - ROBERTO MENEZES.   ...

MEU PRIMEIRO LIVRO PUBLICADO : sem título (sem capa), anti-discursivo, hermético, experimental (2)

...............................................................       Os poemas foram escritos nas cidades paulistas  de  São Paulo (a "Sampa" de campos & espaços de Caetano Veloso) e de Santo André da Borba do Campo.  Eu tinha 19/20 anos, e o meu primeiro livro, em sacrificada edição do autor, com tiragem de 1.000 exemplares, foi pago do meu bolso com algumas economias na revisão do jornal  e publicação de uma coluna de arte no Diário do Grande ABC , de Santo André,  região metropolitana de São Paulo, onde eu morava e trabalhava.       Além do seu modelito neoconcreto, o livro tinha ainda outro elemento radical : as palavras não eram acentuadas  (e vejo hoje que isso, evocando um pouco a ortografia de Monteiro Lobato, era mais rico do que a tal da mal-sucedida e besta Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa, que vai morrer neste ano de 2012 !)      Não me lembro bem como...

MEU PRIMEIRO LIVRO PUBLICADO : ´sem título (sem capa), anti-discursivo, hermético, experimental

       "Não incluí, nesta reunião, os 40 poemas do meu primeiro livro de poesia, sem título, publicado em São Paulo no ano de 1971 (...)  O meu livro de estréia está ausente porque o considero, hoje, pelo seu hermetismo experimental, bastante distanciado do que acredito ser a poesia que escrevo... (transcrito da apresentação do meu livro AMERICANTO AMAR AMÉRICA E OUTROS POEMAS DO SÉCULO 20, Panamerica Nordestal, Recife,. PE, 2010)      São exatos 39  anos de distância, do primeiro para o livro mais recente citado (não o último!) e que registra, por coincidência, 40 anos da minha poesia publicada.  Distância mais claramente distinta não pode existir na vida de um autor : o meu nome (juarez b. correia ) em letras pretas, minúsculas, impresso sobre um branco omo total na capa; o AMERICANTO tem capa com desenhos, nome e título em branco vazado sobre um belo vermelho-vinho com leve e quase imperceptível mancha az...

MAIS CHUVA DE DEUS PRO SERTÃO

Deus, Pai Amigo Irmão Escute mais a poesia e as canções rezadas  Do povo da gente de fértil fé  Dos poetas e artistas, de Lampião a Gonzagão : FAÇA CHOVER NA CIDADE E MANDE MAIS CHUVA PRO SERTÃO ! Juareiz Correya (Santo Amaro, Recife  /  em chuvoso 9 de novembro / 2012)